Mortes: Empresário de sucesso, gostava de conversas e de pessoas simples

Morre aos 71 anos Carlos Nascimento Pedreira, fundador do Grupo GPS

Brasil

O empresário Carlos Nascimento Pedreira faleceu em 22 de setembro, aos 71 anos, por causa não divulgada pelos familiares. Nascido em Salvador, na Bahia, ele construiu uma trajetória de destaque no setor empresarial brasileiro ao fundar a CNP Participações Holding de Investimentos, que posteriormente viria a se transformar no Grupo GPS de serviços terceirizados.

Apesar da origem privilegiada, Carlos mantinha uma postura marcada pela simplicidade na maneira de viver e de se relacionar com as pessoas, rejeitando ostentações, badalações ou ambientes altamente sofisticados. Sua preferência era por diálogos espontâneos com cidadãos comuns, iniciando frequentemente as conversas com a pergunta: “Você está precisando de alguma coisa?”.

Trajetória corporativa e familiar

Formado em administração de empresas, ele iniciou sua carreira em 1980 como estagiário na Construtora Odebrecht. Na empresa, integrou a equipe de expansão internacional e alcançou a direção da Tenenge, um dos braços da construtora. Em 1992, fundou a holding que comandou até 2002. O negócio abriu capital na B3, principal bolsa de valores do Brasil, colocando a família entre as maiores fortunas do país de acordo com a Forbes.

Casado desde 1982 com a advogada Verônica Didier, teve três filhos e dois netos. A esposa lembra que ele transitava com naturalidade entre diferentes meios sociais e tratava todos com igualdade. “Tinha prazer em ajudar, em fazer a diferença na vida das pessoas. Tratava todos com o mesmo respeito e carinho”, recorda Verônica. “Foi um homem que pensava grande, mas jamais se considerou maior do que ninguém.”

Para a filha Fernanda Pedreira, o pai enxergava o ofício profissional com propósitos elevados. “Ele enxergava o trabalho não apenas como fonte de realização e geração de riqueza, mas como instrumento de formação humana, dignidade e transformação”, observa, destacando seu carisma, disciplina e visão empresarial. “Escutava, procurava entender o lado de cada pessoa e pesava todas as alternativas antes de aconselhar. Depois de uma conversa com ele, enxergava-se o mundo maior do que antes. Tinha o maior coração que conheci”, completa.

Paixão pelas raízes e lazer

Desde a infância na capital baiana, Carlos demonstrava forte apego aos animais e encantamento pela fazenda da família no interior do estado, local que considerava seu santuário e onde passava horas conversando e ouvindo histórias dos moradores locais.

Nos momentos de lazer, cultivava o gosto pela música popular, samba de raiz, pagode, além de ser apaixonado por Carnaval e futebol. Era torcedor do Bahia e ajudou a criar e comandar o Gute Gute, time amador formado por amigos.

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