A clássica cuba de apoio, que nos últimos dez anos dominou os projetos de decoração por se assemelhar a uma tigela sobre o tampo, está perdendo espaço nos projetos recentes. De acordo com a designer de interiores Sarah Trop, fundadora do estúdio FunCycled, localizado em Wynantskill, no estado de Nova York, o modelo caiu em desuso por se mostrar pouco prático na rotina diária, sendo considerado mais decorativo do que funcional por muitos moradores.
Os problemas da cuba de apoio no dia a dia
O incômodo com o modelo surge principalmente na hora do uso e da faxina. Como a louça fica posicionada acima da bancada, ela exige o uso de torneiras de bica alta ou misturadores de parede, o que acaba facilitando a dispersão de respingos de água. Além disso, em lavabos compactos, a peça acaba ocupando uma porção preciosa do tampo que poderia servir para apoiar itens essenciais de higiene, como sabonetes e escovas de dentes.
Segundo a profissional, a peça sofre rejeição por parte de quem busca ambientes minimalistas e com pegada orgânica, acumulando pontos negativos como:
* acúmulo de sujeira e limo na junção entre a louça e o tampo; * respingos frequentes no espelho e na bancada; * altura desconfortável para crianças e pessoas mais baixas; * necessidade de limpar também a parte externa da peça, além da bacia.
A ascensão da cuba integrada à bancada
Como substituta natural, a cuba integrada ganha força total no mercado. Nesse formato, a bacia e a bancada formam uma peça única, sem emendas aparentes, utilizando materiais como quartzo, mármore sintético, porcelanato e superfícies sólidas. A ausência de rejuntes e silicones nas bordas faz com que a água escoe diretamente para o ralo, simplificando a higienização para apenas um passar de pano úmido.
Visualmente, a solução amplia o espaço e traz leveza para imóveis compactos. O projeto ainda permite solicitar à marmoraria a inclusão de frisos de escoamento ou nichos embutidos para acomodar frascos. A tendência costuma vir acompanhada de metais com tons quentes e design atemporal, como torneiras em latão escovado ou dourado fosco, bancadas em tons de areia, off-white ou pedra natural, gabinetes de madeira clara com puxadores embutidos e iluminação indireta.
Vale a pena trocar na próxima reforma?
Para quem deseja atualizar o ambiente sem grandes quebra-quebras, nem sempre é necessário trocar todo o mobiliário. Caso o gabinete esteja preservado, é possível substituir apenas o tampo por uma versão com cuba esculpida, aproveitando a estrutura existente, desde que a altura do esgoto seja compatível. Recomenda-se uma medição precisa no local com o marmorista para evitar surpresas com o sifão.
Optar por deixar a cuba de apoio para trás resulta em menos tempo gasto esfregando cantos difíceis, ganho de espaço útil no apoio e um visual mais alinhado aos padrões modernos de decoração.
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