O Atlético-MG garantiu sua classificação para a decisão da Copa Sul-Americana pela segunda temporada consecutiva na noite desta quarta-feira (21), mesmo após ser derrotado por 2 a 0 pelo Torque, no estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. A vaga veio graças ao triunfo por 3 a 0 construído em Belo Horizonte no último dia 14, fechando o placar agregado em 3 a 2 a favor da equipe brasileira.
A grande final acontecerá em partida única no dia 21 de novembro, um sábado, na cidade de Barranquilla, na Colômbia. O adversario será o argentino Boca Juniors, que assegurou sua classificação ao superar o Vasco por 3 a 1 no estádio do Maracanã na noite de terça-feira (20).
Busca por quebra de tabus
O time alvinegro terá a oportunidade de encerrar dois jejuns importantes. O primeiro envolve o futebol brasileiro: nas últimas quatro edições, os representantes nacionais ficaram com o vice-campeonato. O último revés foi justamente do próprio Atlético, superado pelo argentino Lanús.
O segundo tabu diz respeito ao histórico recente do clube mineiro, que foi vice-nas últimas três finais de copas que disputou. Além da Sul-Americana-25, a equipe perdeu as decisões de 2024 na Copa do Brasil para o Botafogo e na Libertadores para o Flamengo.
Premiação e próximos compromissos
Além da taça, o vencedor do torneio continental assegura vaga direta na próxima edição da Libertadores e uma premiação de US$ 10 milhões, o equivalente a cerca de R$ 50,2 milhões. O vice-campeão embolsará US$ 2,5 milhões, aproximadamente R$ 12,55 milhões.
O clube mineiro retorna aos gramados na próxima segunda-feira para enfrentar o Flamengo, atual líder do Campeonato Brasileiro, no Maracanã, às 20h. Na competição nacional, o Atlético ocupa a sexta colocação na tabela e segue na disputa por uma vaga na Libertadores-2027.
“Fomos abaixo do esperado, mas temos que destacar o rival, que deixou fora times importantes”, disse Eduardo Dominguez, técnico do Atlético.
Como foi a partida
Conforme o esperado, o Torque adotou uma postura extremamente ofensiva desde o início, já que precisava tirar uma desvantagem de três gols para levar a definição da vaga aos pênaltis. Aos 12 e 13 minutos, o placar só permaneceu inalterado graças a duas intervenções brilhantes do goleiro Gabriel Delfim.
Aos 35 minutos, o próprio Gabriel Delfim voltou a salvar a equipe após cometer um erro em dividida com o atacante Rodriguez. Demonstrando muita ansiedade, os atletas atleticanos encontraram enormes dificuldades para criar espaços, acumularam erros de passes e não registraram nenhuma finalização certa contra a meta uruguaia.
O segundo tempo começou com o mesmo panorama tático e técnico para ambas as equipes.
Logo aos 6 minutos, o Atlético desperdiçou sua oportunidade mais clara de gol quando Reinier finalizou da marca do pênalti e acertou o travessão.
Na sequência, os visitantes tentaram apenas administrar a vantagem no placar, mas viram a situação se complicar aos 30 minutos com a expulsão de Alan Franco após uma entrada mais ríspida. Com o cartão vermelho, o meio-campista equatoriano estará suspenso e desfalcará o time na final contra o Boca Juniors.
Nos instantes finais, a pressão do time da casa aumentou consideravelmente. O primeiro gol uruguaio surgiu aos 44 minutos do segundo tempo, após jogada dentro da área que Kevin Silva completou para o fundo das redes. Já aos 49 minutos, Kagelmacher cabeceou com precisão no ângulo direito de Gabriel Delfim, selando o marcador.
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