Na manhã desta quarta-feira, 21 de outubro, o canal Exército do Lula alcançou a marca de 7 milhões de seguidores no WhatsApp, conforme registro feito às 9:50 da manhã de hoje. O montante reflete um avanço de quase 2 milhões de inscritos em um intervalo de 24 horas, bem na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, que ocorre no próximo domingo, 25.
A nova meta foi estipulada pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), coordenador da ferramenta. Ele celebrou o patamar em um vídeo divulgado hoje nas redes sociais, pontuando que essa quantidade de soldados vai auxiliar o presidente Lula a se reeleger e detalhou o raciocínio matemático que embasou sua declaração:
“Vamos imaginar que a eleição é amanhã e eu peça para cada um de vocês buscar um eleitor que não votou no primeiro turno. Pronto, a eleição já estaria ganha”, afirmou Janones.
O parlamentar também divulgou a realização de uma transmissão ao vivo com 24 horas de duração logo após o debate da Globo, programado para a próxima sexta-feira.
A evolução do movimento Na terça-feira, 20, quando o grupo contava com pouco mais de 5 milhões de adeptos, Janones havia comunicado a interrupção de novas postagens até que os participantes conseguissem captar 6 milhões de pessoas. O patamar foi atingido em poucas horas, levando o deputado a elevar a meta para 7 milhões, conquistada na manhã desta quarta-feira.
O avanço da mobilização acompanha uma melhora acentuada no rendimento digital dos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um estudo da consultoria Bites revelou que, na primeira semana da etapa final do pleito, influenciadores do campo progressista registraram uma alta de 783% nas interações dentro das redes da Meta, ao passo que os criadores de conteúdo de direita cresceram 162%.
Como opera o Exército do Lula O Exército do Lula consiste em um canal de WhatsApp estruturado por André Janones para coordenar a atuação digital dos simpatizantes do chefe do Executivo ao longo da campanha. Ao contrário de um grupo convencional, onde todos os membros podem interagir, a página atua como um canal unidirecional de distribuição de comunicados.
Janones divulga diretrizes e tarefas para os inscritos executarem nas plataformas digitais. O parlamentar instrui os integrantes a curtirem, comentarem e repassarem conteúdos favoráveis a Lula, empregarem hashtags e ajudarem na propagação de vídeos, entrevistas e materiais de campanha.
Outra recomendação consiste em abster-se de interagir com postagens favoráveis ao adversário Flávio Bolsonaro (PL), o que inclui evitar assistir aos vídeos, curtir ou compartilhar publicações contrárias ao presidente. A tática visa concentrar o foco dos seguidores em conteúdos positivos sobre Lula para forçar o algoritmo e elevar as probabilidades de distribuição desses materiais no Instagram, Facebook e TikTok.
Alta no engajamento da esquerda Um levantamento da consultoria Bites apontou uma reviravolta expressiva no comportamento das redes sociais durante a primeira semana do segundo turno, compreendida entre 4 e 11 de outubro. No período, o engajamento de influenciadores de esquerda disparou 783% nas plataformas da Meta. No segmento conservador, a alta foi bem menor, registrando 162%.
Dentro do Instagram, a discrepância foi ainda mais acentuada. As interações de perfis de esquerda saltaram 1.195%, enquanto as da direita cresceram 241%. Em termos absolutos, os influenciadores de esquerda acumularam 49 milhões de interações, superando os 45 milhões dos perfis de direita.
Tratou-se da primeira vez no ano, dentro da série avaliada, que a esquerda ultrapassou a direita nesse índice.
Liderança em popularidade digital Outro estudo, divulgado pela consultoria Quaest após o debate presidencial da Band, realizado no domingo, 18, colocou Lula à frente de Flávio Bolsonaro no Índice de Popularidade Digital (IPD). O presidente atingiu 83,3 pontos, superando os 76,6 do oponente.
O parâmetro avalia diversos quesitos, entre eles engajamento, mobilização, presença digital, volume de comentários e interesse dos usuários. O levantamento também apontou um reflexo favorável a Lula na mobilização online e no ganho de seguidores após o confronto televisivo. Os dados corroboram a retomada da visibilidade digital do candidato, muito embora não seja viável mensurar de forma isolada qual parcela desse resultado advem das manobras capitaneadas pelo canal de Janones.
Histórico de suspensão no TSE O Exército do Lula também esteve no epicentro de um embate jurídico ao longo da corrida eleitoral. Em outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques – indicado por Jair Bolsonaro –, ordenou a paralisação do canal. A determinação gerou contestações por parte da coligação lulista e sentenças divergentes na justiça.
A ferramenta retomou as atividades após ser oficialmente cadastrada pela campanha perante o TSE, em 13 de outubro, em atendimento às normativas da Justiça Eleitoral. Naquela ocasião, o canal contabilizava 4,3 milhões de inscritos, marca que subiu para 5 milhões três dias depois, em 17 de outubro, culminando agora nos 7 milhões anunciados nesta quarta-feira e ampliando o alcance da militância digital na reta final da disputa.
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