O chefe da OpenAI, Sam Altman, decidiu alterar seu apelido no X, antigo Twitter, nesta quarta-feira (4), passando a se chamar “Ram” Altman. A mudança de postura ocorreu após o executivo enfrentar uma onda de críticas públicas decorrente de uma declaração na qual afirmou que os usuários comuns não precisam de tanta RAM em seus computadores pessoais, defendendo que o mercado priorize os data centers de inteligência artificial.
A alteração na conta aconteceu depois de uma troca de mensagens com seguidores a respeito da controvérsia iniciada na semana passada, durante a participação do empresário no podcast Cheeky Pint. Um seguidor sugeriu que ele adotasse o nome “Ram Altman” ironizando as críticas recebidas, e o executivo prontamente respondeu: “Ok, sim”.
Contexto distorcido
Logo após a repercussão, o líder da criadora do ChatGPT explicou que aceitou a brincadeira para sinalizar seu apoio à expansão da quantidade de memória nos computadores domésticos, alegando que suas declarações originais foram mal interpretadas.
“But só porque eu realmente quero que o mundo tenha toneladas de memória e as pessoas coloquem o quanto quiserem em seus computadores, e é f**a que isso tenha sido tirado de contexto”, escreveu Altman, justificando a mudança no nome do perfil;
Em seguida, o executivo comentou que defende o aumento da produção de memória “há muito tempo”;
Por trás da polêmica está a demanda gigante pelos semicondutores que acompanha a popularização da IA generativa, resultando em preços mais altos para os consumidores;
Vale lembrar que o termo RAM significa Random Access Memory, ou Memória de Acesso Aleatório em tradução livre, componente essencial para computadores, smartphones e outros eletrônicos.
No debate que gerou repercussão, Altman discutia os gargalos globais na disponibilidade de capacidade computacional. Ao se posicionar contrariamente à execução local de inteligências artificiais de código aberto, ele argumentou que o público utiliza a capacidade total da RAM apenas durante 5% da rotina, mantendo o componente ocioso no restante do tempo.
“Você quer a utilização máxima na nuvem se estiver tentando lidar com esse ambiente de oferta extremamente limitada. E, de alguma forma, a intuição de muita gente é justamente o oposto disso”, afirmou.
Perspectivas do mercado de chips
Enquanto o debate continua, as projeções da consultoria TrendForce indicam que a tendência de encarecimento dos chips de memória deve persistir até o fechamento do último trimestre de 2026. A expectativa aponta para uma alta estimada entre 10% e 15% nos preços de memórias DRAM tradicionais, frente ao trimestre anterior, e de 15% a 20% no caso das memórias Flash NAND.
No segmento de computadores pessoais, analistas avaliam que a capacidade de fabricação pode ser redirecionada para servidores no próximo ano, o que provocaria uma retração na oferta. Embora houvesse receio de que as falas iniciais de Altman pudessem agravar o quadro, o endosso público do executivo à fabricação em larga escala pode ajudar a reverter essa dinâmica.
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