Datafolha: 20% dizem que violência é principal problema do país, e 18% citam saúde

Violência e saúde são maiores problemas do país, revela pesquisa

Política

A criminalidade e as deficiências no sistema de saúde permanecem no topo das preocupações da população brasileira em relação às obrigações do governo federal. Em meio a uma corrida presidencial atravessada por denúncias envolvendo o caso Master e Lulinha, 20% dos eleitores apontam a violência como o maior entrave enfrentado pelo país, enquanto 18% mencionam a saúde pública.

O panorama econômico — que engloba menções diretas à inflação e à alta no custo dos alimentos — ocupa a terceira posição, sendo indicado por 15% dos entrevistados. Na sequência do levantamento, aparecem a corrupção (7%), educação (6%), desemprego (4%), fome e miséria (3%), impostos elevados (3%) e a desigualdade social (2%). Temas como administração pública, gastos públicos, impunidade, salário, política e habitação foram lembrados por 1% dos participantes cada.

Oscilações e recortes demográficos

As variações nos dois tópicos principais ocorreram dentro da margem de erro. A preocupação com a violência avançou de 17% em julho para 20%, atingindo o patamar numérico mais expressivo desde 2023. Já o setor de saúde, que havia registrado 21% nas duas rodadas antecedentes, passou para 18%.

O temor diante da violência e da criminalidade apresenta índices uniformes entre os diversos segmentos da sociedade. Por outro lado, a saúde mobiliza com mais intensidade as mulheres (22%, ante 14% dos homens) e as famílias com renda mensal de até dois salários mínimos (23%, contra 12% entre aqueles que ganham mais de cinco salários).

A percepção também varia conforme a preferência de voto: * Eleitores de Lula: apontam a violência (19%) e a saúde (19%) empatadas no topo, com a economia somando 9%. * Eleitores de Flávio: apresentam um empate técnico na liderança entre economia (21%), violência (20%) e saúde (17%).

As propostas dos candidatos na reta final

No âmbito da saúde, tanto Lula quanto Flávio prometem diminuir as filas do SUS por meio de investimentos em tecnologia e convênios com o setor privado. Contudo, os planos apresentados por ambas as candidaturas não detalham as fontes de financiamento para custear as medidas.

A segurança pública tornou-se outro campo central de disputa. Flávio foca em uma cartilha de linha dura, defendendo a castração química para criminosos sexuais e a redução da maioridade penal. Em contrapartida, Lula busca ampliar o protagonismo federal no setor através da PEC da Segurança Pública. Na última quinta-feira (15), aliados petistas chegaram a debater a diminuição da maioridade apenas para crimes hediondos com o objetivo de conter o avanço do discurso adversário, mas a ideia provocou divergências internas no PT e resistência no governo.

Em relação à economia, um dos trunfos explorados pela campanha de Lula é a extinção da jornada 6×1, aprovada no Senado nesta quarta-feira (14). Flávio, que inicialmente criticava a iniciativa chamando-a de oportunismo eleitoral, alterou o posicionamento e votou a favor da medida sob a justificativa de atender ao clamor popular, embora sua equipe sinalize com possíveis alterações no projeto caso vença o pleito.

Metodologia da pesquisa

O levantamento ouviu 2.520 pessoas a partir de 16 anos nos dias 13 e 14 de outubro. O questionamento foi realizado de

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