O debate promovido pela Band foi marcado por trocas de acusações entre Lula e Flávio envolvendo segurança pública e corrupção, mas um tema econômico e geopolítico surpreendeu ao ganhar forte protagonismo: as terras raras. Durante o confronto, Lula questionou o adversário do PL sobre a possibilidade de entregar essas riquezas minerais brasileiras aos Estados Unidos.
A centralidade do assunto na corrida eleitoral deste ano se deve à relevância global do país no setor. Estima-se que o Brasil possua entre 20% e 23% das reservas mundiais de terras raras, detendo a segunda maior reserva do planeta, atrás apenas da China. Essa posição coloca o território nacional no centro de uma disputa estratégica, servindo como peça-chave para os planos norte-americanos de diminuir sua dependência em relação à China, que hoje lidera a produção e o processamento desses insumos.
A importância estratégica dos minerais críticos
Os minerais críticos, categoria que abrange as terras raras, reúnem elementos químicos fundamentais tanto para a indústria eletrônica e militar quanto para a fabricação de equipamentos voltados à geração e armazenamento de energia limpa.
O grupo inclui insumos como lítio, cobalto e nióbio. Tais materiais são amplamente aplicados na produção de baterias para veículos elétricos, ímãs destinados a turbinas eólicas, chips eletrônicos, além de equipamentos de defesa como aviões, mísseis e satélites.
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