O cenário de modificações no PlayStation 5 avançou de forma considerável nas últimas semanas, impulsionado por iniciativas da comunidade e decisões recentes da Sony sobre a distribuição de títulos. Entre as novidades recentes esteve o Overdrive, um aplicativo que funcionava como uma loja alternativa para baixar jogos e DLCs sem custos em consoles modificados, com vídeos nas redes sociais exibindo um catálogo com mais de mil títulos.
A modificação do sistema, conhecida como Relapse, também viabilizou que jogadores emulassem games de PS2 e PS3 no videogame da Sony, incluindo mídias físicas. Experimentos paralelos ainda trouxeram títulos do Nintendo Switch e do Xbox para a plataforma modificada.
Contudo, a ferramenta está ligada à distribuição não autorizada de produções protegidas por direitos autorais. O aplicativo também sumiu recentemente, alimentando suspeitas de uma intervenção da Sony para paralisar suas operações.
Diante do avanço dessas práticas, muitos usuários querem saber se alterar o hardware pode provocar o banimento da conta na PlayStation Network (PSN). A resposta varia conforme as regras quebradas e as sanções aplicadas pela fabricante, que também passou a exigir versões mais recentes do sistema operacional para liberar o uso da rede.
Riscos de banimento na PSN
O avanço dos hacks chamou a atenção de entusiastas por viabilizar a execução de softwares não oficiais, emulação e recursos fora do padrão da fabricante. No entanto, tais alterações podem burlar os termos de serviço da plataforma.
A política da Sony veda modificações não autorizadas em conteúdos e serviços da PlayStation. A cláusula 10.3 dos termos especifica que o usuário não pode “modificar, adaptar, organizar, traduzir, fazer engenharia reversa, descompilar ou desmontar qualquer parte do conteúdo”.
Isso quer dizer que recorrer a um aparelho modificado para acessar conteúdos ou rodar alterações proibidas pode acarretar punições contra a conta ou o hardware. Apesar disso, não há confirmação de que todo desbloqueio cause automaticamente o banimento da PSN.
Ademais, o uso de títulos obtidos sem a autorização dos detentores de direitos gera consequências diferentes daquelas ligadas à modificação do hardware. Por essa razão, é fundamental distinguir a viabilidade técnica de desbloquear o console das permissões estabelecidas nos termos da empresa.
Em suma, se você desbloquear o PS5 utilizando o Relapse e depois conectar o videogame à PlayStation Network, a conta ficará sujeita a banimento. Afinal, as diretrizes da plataforma deixam claro que essa modalidade de alteração é vedada.
Resposta da Sony e exigência de firmware
Enquanto o cenário de modificações continua crescendo, a Sony passou a requerer a instalação do software mais recente, a versão 14.10, para que os usuários acessem a PSN. Com isso, aparelhos que continuam em versões anteriores podem perder o acesso aos recursos online até que sejam atualizados.
“Software version 14.00 can no longer connect to PSN. Now the waiting game begins.”
A comunidade online compartilhou relatos sobre o que ocorre quando um console com o firmware 14.00 tenta se conectar à rede. Sem instalar o update obrigatório, os jogadores ficam restritos ao modo offline, o que pode comprometer partidas multiplayer e a checagem de licenças digitais.
A exigência também impacta quem emprega soluções como o Relapse, jailbreak que recebeu compatibilidade com a versão 13.60 do software do sistema. O exploit concede permissões de leitura e escrita no kernel, abrindo caminho para programas não oficiais e execução de backups de jogos.
Outra vulnerabilidade que chamou atenção foi o Byepervisor Reborn, uma tática para burlar as proteções do hipervisor. Conforme os dados divulgados, tais ferramentas funcionavam em versões anteriores à 14.00, ao passo que a atualização 14.10 incorporou correções de segurança extras. A Sony, todavia, não especificou todas as falhas solucionadas.
GTA 6 vai rodar no PS5 desbloqueado?
Com a estreia de GTA 6 agendada para 19 de novembro, resta exatamente um mês para a chegada do novo título da Rockstar. Entre as dúvidas dos gamers está a possibilidade de rodar o jogo em consoles modificados que não receberam os updates mais recentes.
Segundo dados da PlayStation Store rastreados pelo PlayStation Game Size, GTA 6 exigirá a versão 14.10.00.00 ou superior do software do sistema do PS5. O dado demonstra que o aparelho precisará cumprir essa exigência para rodar o jogo conforme as especificações oficiais.
O pré-requisito se torna uma barreira para quem depende do Relapse, visto que o jailbreak mencionado funciona apenas até a versão 13.60 por enquanto. O update 14.10, por sua vez, traz correções de segurança que aparentemente bloqueiam a ação das ferramentas atuais.
Ainda não existe confirmação de uma alternativa que permita rodar GTA 6 em consoles desbloqueados sem cumprir a exigência de firmware. Contudo, tendo em vista as expectativas em torno da estreia, a fabricante certamente fará o possível para evitar a pirataria do jogo.
O título será lançado para PS5 e Xbox Series X|S em 19 de novembro. O pré-carregamento na plataforma da Sony, que possibilitará baixar os dados do jogo antecipadamente, está programado para iniciar em 12 do mês que vem.
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