A destinação da radiofrequência de 6 GHz transformou-se no centro de um intenso embate regulatório na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), colocando de lados opostos as grandes operadoras de telefonia e os provedores regionais de internet. O centro da divergência envolve a divisão técnica de um espectro que vai de 5.925 MHz a 7.125 MHz, determinante para a velocidade e a estabilidade das conexões que chegam ao consumidor final.
Neste mês, o órgão regulador conclui a fase de consulta pública sobre o edital de licitação da porção mais alta dessa faixa para o serviço móvel, certame estimado para ocorrer em 2028. Paralelamente, avançam outros dois processos consultivos focados nos sistemas de coordenação automatizada de frequência (AFC), ferramentas voltadas às transmissões sem fio de roteadores Wi-Fi.
A disputa ganhou força após uma decisão tomada pela Anatel em agosto, quando o conselho reservou quase 60% do espectro (a fatia superior) para a telefonia celular e destinou apenas a parte inferior (5.925 MHz a 6.425 MHz) aos equipamentos de rede doméstica.
Provedores querem espaço para o tráfego residencial
Inconformadas com a divisão
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