Eglantine: Emulador de Nintendo Switch 2 evolui no PC e consegue rodar Mario Kart World a 60 FPS

Emulador do Nintendo Switch 2 avança no PC e roda jogo a 60 FPS

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A cena de emulação de videogames segue avançando cada vez mais rápido — e o Nintendo Switch 2 já começou a aparecer nesse contexto. O Eglantine, apontado como o primeiro emulador do console para PC, recebeu melhorias poucos dias depois de sua apresentação e agora consegue executar Mario Kart World a 60 FPS em uma configuração de computador potente.

No fim de outubro, os primeiros testes do projeto mostravam problemas de desempenho e falhas gráficas durante a execução do jogo. Agora, um novo vídeo demonstra uma evolução na compatibilidade, com o título funcionando de maneira mais estável em diferentes pistas, apesar de algumas travadas pontuais. O avanço acontece poucos dias antes do lançamento do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, previsto para a próxima quinta (05) no Switch 2 — e o cenário traz flashbacks bem assustadores para a Big N.

Testes de desempenho e disponibilidade

O canal do YouTube Unreal Gaming PC publicou um vídeo com aproximadamente 12 minutos de gameplay de Mario Kart World rodando pelo Eglantine. Para realizar o teste, o criador de conteúdo utilizou um computador robusto equipado com AMD Ryzen 7 9800X3D, NVIDIA GeForce RTX 4080 e 64 GB de memória RAM.

Nas imagens, o jogo consegue atingir 60 FPS em diferentes pistas, embora ainda apresente pequenas quedas e travamentos ocasionais. O resultado representa uma boa evolução em relação aos primeiros testes divulgados no fim de outubro, quando o emulador apresentava limitações consideráveis.

O projeto ainda está em desenvolvimento e não significa que todos os jogos do Switch 2 já sejam compatíveis com computadores. Mesmo assim, a evolução do Eglantine mostra que a emulação do novo console começou a avançar em um intervalo curto de tempo. Quem quiser testar o projeto pode encontrar os arquivos do Eglantine no GitHub. A versão utilizada no vídeo é a build-135 6221409 — mas é necessário ter um computador compatível e os arquivos de jogo correspondentes para utilizar o emulador.

Switch 2 desbloqueado com auxílio de inteligência artificial

Além dos avanços na emulação, relatos divulgados no mês passado apontam que também já conseguiram contornar mecanismos de segurança do Switch 2 com auxílio de ferramentas de IA. O método utiliza o SmileBASIC 4, um software lançado originalmente para o primeiro Nintendo Switch, como ponto de entrada para explorar uma vulnerabilidade. A partir dele, o procedimento consegue executar códigos personalizados e alcançar diferentes módulos do sistema operacional do Switch 2.

Tradicionalmente, a exploração de vulnerabilidades em consoles envolve engenharia reversa, análise de componentes físicos e, em alguns casos, modificações no hardware. Essa abordagem concentra boa parte do trabalho em ferramentas de software capazes de automatizar tentativas e identificar padrões que poderiam levar a falhas no sistema.

Nesse processo, a inteligência artificial teria atuado como assistente na análise e geração de códigos, ajudando a executar testes repetitivos e a investigar possíveis vulnerabilidades. Claro, isso não significa que a IA tenha realizado o desbloqueio sozinha — já que a pesquisa e as decisões técnicas foram conduzidas por pessoas.

Aspectos jurídicos e riscos para usuários

No que diz respeito à lei, apesar da postura rigorosa da Nintendo em relação à proteção de seus consoles e jogos, o desbloqueio de um aparelho não significa automaticamente que seu responsável será preso.

Em relatório enviado ao portal, a advogada especializada em Direito Gamer, Amanda Modus, CEO da Modus Advocacia, explicou que o contexto da pesquisa e a finalidade da modificação fazem bastante diferença na avaliação jurídica.

“O risco é real, mas bem menor que o enfrentado pelo Team Xecuter”, afirmou Modus ao relembrar do caso de Gary Bowser e da Team Xecuter. Em 2021, o grupo que comercializava chips e ferramentas de desbloqueio foi condenado a 40 meses de prisão — além do pagamento de US$ 14,5 milhões em multas.

Segundo a advogada, a ausência de venda, lucro declarado ou distribuição de ferramentas para pirataria pode mudar significativamente o cenário jurídico.

Já em relação aos jogadores que modificam jogos ou consoles, Modus destacou que a situação depende da finalidade e da forma como o conteúdo é utilizado. “Tecnicamente, não é livre, mas o risco jurídico é baixíssimo”, afirmou sobre modificações estéticas feitas em jogos comprados legalmente, sem lucro ou distribuição.

Ainda assim, a advogada ressaltou que alterações podem contrariar os termos de uso da Nintendo e resultar em banimentos — além de envolver questões de direitos autorais caso sejam compartilhadas.

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