"Estávamos trabalhando em um ótimo jogo": roteiristas de Mass Effect 5 se despedem do game após a EA fechar a BioWare

Ex-roteiristas lamentam o fim da BioWare e o cancelamento de Mass Effect 5

Tecnologia

Antigos roteiristas do projeto que seria Mass Effect 5 começaram a se manifestar nas redes sociais após a revelação de que a BioWare — um estúdio muito querido, com mais de 30 anos de trajetória na criação de jogos — foi fechada pela EA.

A decisão foi divulgada de maneira sutil pela EA, em apenas um parágrafo dentro de uma extensa carta aberta publicada em 21 de outubro de 2026. “À medida que nos concentramos nessas oportunidades maiores, mantivemos uma pequena equipe na BioWare trabalhando nas fases iniciais de desenvolvimento de Mass Effect. Decidimos não dar continuidade a esse desenvolvimento, o que significa que estamos fechando o estúdio e nossas instalações em Edmonton. A BioWare é um estúdio lendário que ajudou a definir o gênero de RPG, e não tomamos essa decisão de ânimo leve”, diz o comunicado.

O impacto foi imediato tanto para a comunidade de jogadores quanto para os próprios profissionais atingidos pelo encerramento das atividades do estúdio. Vários redatores que integraram a equipe de Mass Effect 5 usaram a internet para comentar o ocorrido.

Manifestações dos roteiristas

Na rede social Twitter/X, a autora best-seller do New York Times, Catherynne M. Valente respondeu a uma postagem em que um usuário dizia: “Uma indústria de jogos que não consegue descobrir como fazer uma sequência do melhor jogo literal de todos os tempos é uma indústria de jogos que está fundamentalmente quebrada”, abordando o fim da BioWare.

“Nós descobrimos, sim. Estávamos trabalhando em um ótimo jogo. Só para constar”, retrucou Valente. Respondendo a outro seguidor, ela esclareceu que não esteve envolvida em Dragon Age: The Veilguard, Mass Effect: Andromeda ou Anthem, pontuando que ela “não é, de fato, a personificação da BioWare”.

Outro nome de peso, o premiado escritor de ficção científica Derek Künsken, compartilhou uma série de publicações detalhando sua passagem pelo desenvolvimento de Mass Effect 5, obra que provavelmente jamais será lançada. Künsken relatou que colaborou com o projeto de forma intermitente ao longo dos últimos cinco anos, ganhando liberdade para falar publicamente sobre o assunto apenas agora, com a extinção da empresa responsável.

“Nas próximas semanas, terei mais clareza sobre o que posso dizer a respeito do que fiz, vi e aprendi. Espero que seja algo relevante — o que estávamos preparando era muito legal”, afirmou. Ele também destacou a parceria com Valente na construção de “história, personagens, mitologia e o fascínio da ficção científica para este próximo capítulo do universo de Mass Effect”, classificando o processo como “a colaboração mais estimulante e envolvente de que já participei”.

O futuro das propriedades intelectuais

Enquanto o público lamenta o destino da franquia, alimentando o desejo de que a EA decida vender as propriedades intelectuais da BioWare para outro desenvolvedor em vez de deixá-las inativas, ex-integrantes ponderam sobre os próximos passos. Mark Darrah, ex-produtor executivo da BioWare, adota uma postura cautelosa, mas avalia que essa venda pode ter se tornado mais provável agora, considerando que a EA talvez precise amortizar a expressiva dívida gerada por uma aquisição de US$ 55 bilhões efetuada por um grupo de investimento privado no início deste ano.

Apesar da derrocada do estúdio, os fãs ainda contam com a adaptação em série produzida pelo Prime Video, que segue em pleno andamento, conforme confirmação exclusiva enviada ao IGN US.

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