EXCLUSIVO-Fórum Econômico Mundial pode nomear Lagarde já em novembro, dizem fontes

Lagarde pode presidir Fórum Econômico Mundial e deixar o BCE

Entretenimento

A atual presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, pode ser oficializada como a nova líder do Fórum Econômico Mundial já a partir do próximo mês. A movimentação implicaria sua saída prematura do comando da autoridade monetária da zona do euro — cujo mandato se estende originalmente até outubro de 2027 — e desencadearia uma reorganização profunda no topo do órgão regulador.

O Conselho de Curadores do Fórum Econômico Mundial, colegiado formado por 27 membros e do qual Lagarde já faz parte, tem um encontro previsto para 2 de novembro, ocasião em que a executiva francesa de 70 anos pode ser eleita. Embora as deliberações ainda não tenham chegado a um desfecho definitivo, interlocutores apontam que a ex-ministra das Finanças da França possui amplo respaldo interno para assumir o posto.

Uma alternativa considerada pelos curadores envolve estipular o calendário eleitoral de forma que Lagarde compareça ao encontro anual de Davos, marcado para janeiro, já na condição de presidente designada para os debates globais com as lideranças políticas e do setor corporativo.

Procurado, o Fórum Econômico Mundial não confirmou o dia exato da reunião plenária de seu conselho, limitando-se a registrar a meta de realizá-la antes do término deste ano. O Banco Central Europeu optou por não se manifestar sobre as informações.

Impactos políticos na União Europeia

A eventual antecipação na saída de Lagarde reorganizaria o tabuleiro geopolítico do bloco europeu. Uma transição rápida daria aos líderes comunitários tempo suficiente para indicar e aprovar o novo comandante do banco central respeitando todos os trâmites institucionais antes do final do mandato do presidente da França, Emmanuel Macron, que termina em maio.

Fontes apontam que o desejo de garantir que Macron tenha voz ativa na escolha de seu sucessor pesou na aceleração dos prazos. O meio político europeu manifesta apreensão com a possibilidade de um processo sucessório mais turbulento caso a liderança de extrema direita Marine Le Pen saia vitoriosa no pleito presidencial francês do ano que vem, conforme indicam pesquisas eleitorais.

Além de consolidar o substituto de Lagarde em um ambiente político mais previsível, a saída da dirigente abriria espaço para costurar acordos simultâneos envolvendo a ocupação de outras duas vagas de alto escalão na cúpula do BCE.

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