FIAT usa o Pandina para salvar marca histórica dos chineses

Fiat lança Pandina Tributo Autobianchi para proteger marca histórica

Automóveis

A Fiat encontrou uma forma de dar novo fôlego ao seu citadino mais antigo — foi lançado em 2011 — e, ao mesmo tempo, proteger um nome histórico da indústria automóvel italiana. Chama-se Pandina Tributo Autobianchi e assume o lugar de nova versão de topo do modelo.

Esta edição especial, que já tinha sido antecipada por fotos-espia, assinala os 30 anos do fim da produção da Autobianchi. Porém, mais do que uma homenagem, na base do seu nascimento está uma questão legal.

Em Itália, uma nova legislação permite ao Estado assumir o controlo de marcas registadas ligadas à indústria automóvel que estejam sem utilização durante, pelo menos, cinco anos consecutivos. Desta forma, a Stellantis «guarda» o nome para si.

Um nome histórico em risco

Segundo avançam algumas fontes, o Ministério da Indústria italiano terá registado versões independentes das marcas Autobianchi e Innocenti, alegadamente com a intenção de as disponibilizar a fabricantes interessados em produzir automóveis em Itália, incluindo grupos chineses.

É aqui que entra a nova edição do Pandina. Ao voltar a utilizar o nome Autobianchi num modelo de produção, a Stellantis procura garantir que a marca histórica continua ativa e sob o seu controlo, evitando que possa ser abrangida pelas disposições da nova legislação.

A estratégia permite ainda recuperar um nome com valor histórico e associá-lo a um modelo que continua a ter uma presença significativa no mercado italiano. Nos primeiros nove meses de 2026, o Pandina somou 100 mil matrículas na Europa, das quais 86 mil em Itália, onde continua a ser o modelo mais vendido.

Mais equipamento, mesma mecânica

O Tributo Autobianchi homenageia o Y10, lançado em 1985 com base no FIAT Panda original, mas tinha imagem distinta, bem mais elegante e sofisticada. Descontinuado em 1996, acabaria por ser comercializado como Lancia, coincidindo com o desaparecimento progressivo da marca.

Este novo tributo baseia-se no Pandina Cross e distingue-se pela pintura Platino, detalhes a preto, emblemas específicos e jantes de liga leve de 15″. Em opção, pode receber tejadilho, espelhos e porta da bagageira em preto, à imagem do Y10.

No habitáculo, há bancos em microfibra cor de areia, padrão quadriculado, logótipos Autobianchi e acabamentos específicos, incluindo grafismos próprios no painel de instrumentos e no sistema de infoentretenimento.

A mecânica mantém-se inalterada: motor de um litro de três cilindros, sistema mild hybrid de 12 V, com 69 cv (51 kW), caixa manual de seis velocidades e tração dianteira.

Produzido em Pomigliano d’Arco, Itália, já pode ser encomendado naquele mercado, com preços promocionais a partir de 15 400 euros até ao final de outubro.

What do you feel about this post?

0%
like

Like

0%
love

Love

0%
happy

Happy

0%
haha

Haha

0%
sad

Sad

0%
angry

Angry

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *