O Google ampliou sua oferta de demissão voluntária para funcionários de vários países nos quais a empresa atua, conforme revelou a Reuters nesta quarta-feira (4). A decisão integra os esforços da big tech voltados para redirecionar recursos às áreas prioritárias, com destaque especial para o segmento de inteligência artificial.
Um porta-voz da companhia sediada em Mountain View confirmou à agência de notícias que a iniciativa foi estendida para o Canadá, Alemanha, Suíça, França e Japão em junho deste ano. Até o momento, a empresa não revelou quantos colaboradores aceitaram a proposta, que começou a ser implementada em 2025 nos Estados Unidos e no Reino Unido.
Impacto na Suíça e regras do programa
Com aproximadamente 5.000 pessoas trabalhando para a gigante da tecnologia e abrigando um relevante centro de engenharia da empresa, a Suíça figura entre os mercados onde o plano de desligamento voluntário do Google foi colocado em prática. Os profissionais que optaram pela saída começaram a deixar os postos em agosto, de acordo com fontes ligadas ao caso.
Quem aderiu à iniciativa recebeu indenização equivalente a um mês de salário para cada ano de trabalho na companhia, com limite de 12 meses. Embora não existam dados exatos sobre a quantidade de funcionários que aceitaram o plano, em uma equipe de 50 trabalhadores pelo menos quatro deixaram seus cargos, conforme apontam as fontes.
A publicação detalha ainda que a oferta foi direcionada a contratados de diversas unidades, com exceção do Google DeepMind. O setor é o principal encarregado pelo desenvolvimento das soluções de IA do Google, além de conduzir pesquisas nas áreas de robótica, ciência e saúde.
“Em 2025, algumas de nossas equipes implementaram um programa de desligamento voluntário com indenização. No último verão, em junho (no Hemisfério Norte), expandimos esse programa globalmente para alguns países, a fim de apoiar nosso importante trabalho futuro”, comentou a big tech, sem citar nominalmente a Suíça.
Vale lembrar que a companhia já havia desligado mais de 200 funcionários de suas unidades no território suíço em 2023. Na época, a onda de dispensas provocou diversos protestos, culminando em uma greve dos trabalhadores.
Divisão de nuvem e prioridades financeiras
Além da DeepMind, os colaboradores da divisão de computação em nuvem do Google devem ficar de fora da oferta de demissão voluntária, segundo informações da reportagem. Esse foi o padrão observado em edições passadas da iniciativa.
A diretriz está em plena harmonia com as falas recentes da diretora financeira da Alphabet, Anat Ashkenazi. Ao apresentar os resultados trimestrais da companhia, a executiva tem classificado a inteligência artificial e a nuvem como as grandes áreas prioritárias para novas contratações.
A gigante da tecnologia divulgou seu balanço financeiro mais recente há alguns dias, reportando um incremento de 25% na receita durante o terceiro trimestre.
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