O cenário econômico desta segunda-feira é movimentado por dados do PIB da China, oscilações nas commodities, tensões fiscais na Europa e a repercussão das pesquisas eleitorais e do debate presidencial no Brasil.
Petróleo e minério de ferro
Os preços do petróleo recuam com o alívio das sanções ao petróleo bruto russo, aumentando as esperanças de maior oferta. No entanto, os bombardeios da Ucrânia a instalações petrolíferas na Rússia e o aumento do número de petroleiros atacados no Golfo Pérsico lançaram dúvidas sobre as perspectivas de abastecimento. As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, com a aceleração do crescimento econômico chinês e o aumento da produção de aço.
As cotações registraram: – Petróleo WTI, -0,38%, a US$ 101,02 o barril – Petróleo Brent, -1,47%, a US$ 108,24 o barril – Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,26%, a 682,50 iuanes (US$ 102,00)
Mercados internacionais e Ásia
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta, com índice da Coreia do Sul, Kospi, subindo 1,76%, fechando o dia em 5.768,01 pontos, enquanto o índice Kosdaq, de empresas de menor capitalização, avançou 1,78%, para 808,89 pontos. O crescimento econômico da China acelerou para 4,5% no terceiro trimestre em comparação com o ano anterior, uma vez que a forte demanda externa por produtos tecnológicos do país compensou em grande parte os efeitos negativos de uma recessão imobiliária cada vez mais acentuada e da fraca demanda do consumidor.
Os índices asiáticos fecharam com: Shanghai SE (China), +0,39%; Nikkei (Japão): -0,62%; Hang Seng Index (Hong Kong): +0,52%; Nifty 50 (Índia): +0,65%; ASX 200 (Austrália): +0,44%. O ritmo de 4,5% superou as previsões do consenso, e os analistas esperam que Pequim alcance sua meta para 2026, de 4,5% a 5,0%, sem recorrer a estímulos adicionais.
Na China, as vendas de moradias em valor caíram 13,7% entre janeiro e setembro ante igual período do ano passado, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), divulgados nesta segunda-feira. O resultado ampliou o ritmo de queda em relação ao acumulado de janeiro a agosto, quando as vendas haviam recuado 13,1% na comparação anual, e ocorre apesar dos estímulos de Pequim para apoiar o setor. Os investimentos no setor imobiliário, por sua vez, caíram 20,6% nos primeiros nove meses do ano, aprofundando a queda frente ao recuo de 19,9% observado no intervalo de janeiro a agosto. Já as construções iniciadas por incorporadoras recuaram 24,9% nos três primeiros trimestres, ligeiramente pior do que a queda de 24,8% registrada no acumulado até agosto.
Na Europa, os mercados europeus operam em baixa, com as ações francesas liderando as perdas em meio à intensificação dos protestos estudantis na França, que evoluíram para distúrbios generalizados devido ao aumento do custo de vida e a outras questões. Os índices apontam: STOXX 600: -0,78%; DAX (Alemanha): -1,09%; FTSE 100 (Reino Unido): -0,93%; CAC 40 (França): -1,36%; FTSE MIB (Itália): -1,49%.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em alta nesta segunda-feira (19), antes de mais uma semana movimentada de balanços corporativos, incluindo os das líderes em inteligência artificial (IA) SpaceX e Meta Platforms. Os números devem ajudar a medir a confiança dos investidores no setor de IA após recentes contratempos. A temporada de resultados também ocorre em meio à preocupação com a aceleração da inflação nos Estados Unidos, que pode aumentar a volatilidade das ações de tecnologia e ampliar as oscilações no mercado acionário como um todo. Os futuros registram: Dow Jones Futuro: +0,03%; S&P 500 Futuro: +0,60%; Nasdaq Futuro: +1,26%.
Na sexta-feira, os principais índices em Nova York terminaram com quedas; a semana ficou mista. Investidores em Wall Street se depararam com novas perdas das empresas de tecnologia, voltadas à Inteligência Artificial, além de uma forte alta do petróleo e uma economia ainda em expansão, com a produção industrial de setembro surpreendendo.
“Um dos grandes desafios que enfrentamos na área de IA e tecnologia em geral nos últimos seis a doze meses é que grande parte do que está acontecendo ocorre em mercados privados”, disse à CNBC Jeff Richards, sócio-gerente da Notable Capital. Ele observou que a abertura de capital de empresas ligadas à IA, como a Anthropic e a OpenAI, entre outras, poderia ajudar a acalmar as preocupações dos investidores. O desempenho de sexta foi: Dow Jones: -0,34% (semana: +0,67%); S&P 500: -1,09% (semana: -1,95%); Nasdaq: -2,15% (semana: -4,48%).
Indicadores econômicos e política no Brasil
O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 1,76 por cento em outubro, ante elevação de 1,47 por cento no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta segunda-feira.
Na abertura dos mercados, os investidores devem avaliar duas pesquisas eleitorais divulgadas na manhã desta segunda-feira, um dia depois do primeiro debate entre os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na TV Band, marcado por ataques e acusações de parte a parte, enquanto no exterior as preocupações com as contas públicas pesavam sobre os principais índices de ações na Europa.
Pesquisas BTG/Nexus e AtlasIntel divulgadas nesta manhã mostraram redução numérica das intenções de voto de Flávio e avanço nas de Lula, embora o senador ainda permaneça à frente, em empate técnico na BTG/Nexus e com liderança 0,2 ponto acima da margem de erro na AtlasIntel. Os levantamentos saem a menos de uma semana do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo. Na BTG/Nexus, Flávio soma 46,5% e Lula tem 45,9%, em empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Já na AtlasIntel, contratada pela Bloomberg, o senador soma 49,8% e o presidente fica com 47,6%, uma vantagem de 2,2 pontos percentuais, portanto acima da margem de erro da pesquisa que é de 1 ponto percentual para mais ou para menos.
Na noite de domingo, Flávio e Lula tiveram o primeiro confronto direto desta campanha, no debate da TV Band, que foi marcado por ataques pessoais e acusações. O senador questionou Lula sobre o alegado envolvimento de seu filho Fábio Luiz Lula da Silva no escândalo do INSS, enquanto o presidente indagou insistentemente Flávio sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
No câmbio, o dólar comercial terminou a sexta-feira com queda de 0,28%. A moeda norte-americana voltou a cair frente ao real, após três altas seguidas. O movimento foi na mesma direção da moeda norte-americana ante outras divisas de países desenvolvidos, com o DXY, o índice dólar, com menos 0,25%, aos 101,81 pontos. Na semana, o câmbio acumulou alta de 1,75%. A venda fechou a R$ 5,073, compra a R$ 5,072, com mínima de R$ 5,068 e máxima de R$ 5,096.
Os juros futuros (DIs) fecharam a sexta-feira com quedas por toda a curva: – DI1F27: 13,485% (-0,032 pp) – DI1F28: 12,895% (-0,070 pp) – DI1F29: 12,685% (-0,045 pp) – DI1F31: 12,720% (-0,040 pp) – DI1F32: 12,790% (-0,050 pp) – DI1F33: 12,815% (-0,050 pp) – DI1F34: 12,820% (-0,065 pp) – DI1F35: 12,820% (-0,050 pp)
Na bolsa, o Ibovespa terminou sexta-feira (16) com alta de 0,54%, aos 205.430,33 pontos, registrando máxima de 206.305,26 e mínima de 204.164,17. A diferença para a abertura foi de +1.106,07 pontos, com volume de R$ 43,50 bilhões.
A evolução do IBOV na semana, mês e ano mostra: Segunda-feira (12) (Dia de Nossa Senhora, Padroeira do Brasil); Terça-feira (13): -1,04%; Quarta-feira (14): -0,19%; Quinta-feira (15): -1,06%; Sexta-feira (16): +0,54%; Semana: -1,74%; Outubro: +10,24%; 4T26: +10,24%; 2026: +27,50%.
As maiores baixas da sexta foram CSNA3 (-3,51%), VIVA3 (-3,09%), HAPV3 (-2,70%), TEND3 (-2,49%) e WEGE3 (-2,24%). As maiores altas foram MGLU3 (+6,93%), ASAI3 (+4,22%), PETR4 (+4,04%), PETR3 (+3,53%) e CEAB3 (+3,46%). Os papéis mais negociados do dia foram PETR4 (92.413 negócios, +4,04%), VALE3 (64.637 negócios, -0,32%), MGLU3 (60.069 negócios, +6,93%), BPAC11 (56.675 negócios, -0,49%) e BBDC4 (44.383 negócios, -1,78%).
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
