Midterms, emprego nos EUA, balanço do Itaú e Focus: veja os destaques desta terça

Mercado foca em balanço do Itaú, boletim Focus e eleições nos EUA

Economia

Após o feriado de Finados, que deixou a Bolsa brasileira fechada na segunda-feira (2), o mercado retoma as negociações nesta terça-feira (3) com a divulgação do Boletim Focus. O relatório, primeiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deve refletir uma forte piora nas expectativas para os principais indicadores econômicos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) também inicia nesta terça a reunião de dois sobre o rumo dos juros no país. Nas opções de Copom negociadas na B3, a probabilidade de manutenção da Selic, minoritária antes da eleição, chegou a perto de 70% no fechamento de quinta-feira (29), contra cerca de 30% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual. Os contratos embutem até apostas residuais em alta dos juros.

No campo corporativo, o Itaú Unibanco (ITUB4) divulgará seu balanço do terceiro trimestre de 2026 após o fechamento dos mercados. O banco chega à temporada respaldado pela expectativa de mais um desempenho sólido, reforçando sua posição como o banco favorito de boa parte das casas de análise entre os grandes bancos brasileiros. As projeções compiladas pela LSEG apontam para lucro líquido de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre, além de receita de R$ 48,3 bilhões.

Lá fora, o foco se divide entre a divulgação da Pesquisa de Vagas de Emprego e Rotatividade de Mão de Obra (JOTLS) de setembro e cautela dos investidores antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (midterms). O Partido Republicano, do presidente Donald Trump, enfrenta o desafio de manter o controle do Congresso.

Na última semana, o Ibovespa caiu pelo quinto pregão seguido na sexta-feira e cravou a maior queda semanal desde 2020, pressionado no período por uma forte reprecificação das ações na bolsa paulista após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Outros destaques do noticiário

Portuários e marítimos realizaram nesta sexta-feira (30) uma greve coordenada em 113 portos de 22 países, em um movimento que afetou operações de carga e transporte marítimo em importantes centros logísticos da Europa, Norte da África e Ásia. Segundo a Reuters, os trabalhadores protestam contra o uso de portos para o transporte de armamentos destinados a zonas de conflito e denunciam o crescente número de mortes e feridos entre tripulantes em guerras que vão do Golfo Pérsico ao Mar Negro.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, teria afirmado nesta sexta-feira que convidar a Polônia para participar das reuniões do G20 seria contraproducente e iria contra a prática diplomática de buscar o consenso nessas reuniões. O ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, disse a jornalistas em Atlanta que os Estados Unidos haviam apresentado uma moção para tornar a Polônia membro permanente do G20 e que Varsóvia estava trabalhando por isso.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial no último domingo, afirmou nesta sexta-feira que poderia disputar novamente a Presidência antes de 2030. “Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui. Pronto, inclusive, se for preciso, pra disputar a Presidência da República de novo”, disse Flávio em uma live no Instagram.

O Itamaraty convocou a encarregada de negócios da embaixada argentina em Brasília, Maria Emília Cortés, para dar explicações sobre a participação do governo de seu país na fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, confirmaram à Reuters duas fontes do governo brasileiro nesta sexta-feira. Cortés foi recebida na noite de quinta-feira pelo diretor do Departamento de América do Sul, embaixador João Marcelo Galvão de Queiroz, e a conversa foi rápida, segundo uma das fontes.

Por fim, a Petrobras manteve em outubro um elevado nível de utilização de suas refinarias, com fator de 98%, próximo dos 99% registrados no terceiro trimestre, buscando reduzir a necessidade de importações, disse à Reuters o diretor de Processos Industriais e Produtos da companhia, William França. Segundo ele, as refinarias seguem operando próximas de sua capacidade máxima, respeitando as normas de segurança e sem comprometer as operações ou a segurança dos trabalhadores.

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