O agente de inteligência artificial Muse AI já soma mais de 10 milhões de usuários, anunciou a Meta durante uma conferência de resultados na quarta-feira (21). O assistente virtual foi lançado em setembro deste ano e ainda está disponível exclusivamente nos Estados Unidos e no Canadá.
Diferente de chatbots tradicionais, o Muse é um agente de IA capaz de executar tarefas de forma autônoma a partir de comandos dos usuários, interagindo diretamente com plataformas e sites compatíveis, como o Spotify.
“Agora que o Muse tem uma clara adequação entre produto e mercado, estamos entrando em uma nova fase, mais operacional e voltada para a sua expansão”, pontuou o CEO da Meta, Mark Zuckerberg. “Esperamos fazer o Muse crescer para atender bilhões de pessoas”, continuou.
Foco em compras e produtividade
De acordo com Zuckerberg, um quarto dos usuários que finalizam a configuração inicial da ferramenta passam a acessá-la todos os dias. Entre o público mais ativo, a principal finalidade da tecnologia são as compras online, registrando um ticket médio de US$ 200, o equivalente a pouco mais de R$ 1 mil em conversão direta.
Além do comércio eletrônico, o assistente auxilia em atividades do cotidiano e de produtividade, tendo a possibilidade de integração com caixas de entrada de e-mail e calendários.
A companhia gerencia a tecnologia como elemento fundamental de sua estratégia. O executivo-chefe destacou que a ferramenta terá relevância na geração de receitas por meio de óculos inteligentes, agregando valor às vendas de aparelhos físicos com serviços de inteligência artificial baseados em mensalidades.
Durante o último evento Meta Connect, a empresa informou que o agente será incorporado aos óculos para atender comandos, funcionando de maneira parecida com o Meta AI. Contudo, em contraste com o chatbot convencional, a novidade possui maior independência para concluir ações por conta própria. A organização não detalhou se o recurso será comercializado em um plano avulso.
Preparativos para escala global
Ainda não existe data confirmada para a chegada do sistema a outros territórios, incluindo o Brasil. Qualquer ampliação da disponibilidade exige cautela devido ao elevado consumo de infraestrutura tecnológica, cenário para o qual a gigante da tecnologia está se antecipando.
“No que diz respeito à capacidade computacional, estamos estruturando meios para atender a mais de um bilhão de pessoas nos próximos anos”, disse Zuckerberg. “No curto prazo, a execução do Muse exige um uso muito intenso de recursos computacionais; no entanto, esperamos aumentar sua eficiência de custos em mais de 10 vezes no próximo ano, o que permitirá que ele se torne lucrativo asim que as fontes de receita atingirem escala”, continuou.
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