NASA reveals new lunar rover, PROMISE, to launch to moon in 2028

Nasa revela novo rover lunar promise para lançamento em 2028

Tecnologia

Durante um evento de imprensa realizado no sábado, representantes da agência espacial enfatizaram que rovers e outras infraestruturas serão fundamentais para garantir a sobrevivência humana na Lua.

A agência planeja ter veículos de exploração e outras estruturas aguardando a chegada das tripulações humanas. Esse preparo é essencial, segundo destacou o chefe da Nasa, Jared Isaacman, durante o evento: “the missions themselves will help us characterize an environment that we’ve really not visited in a very long time.”

“Every piece of equipment we learn to operate there brings that enduring presence a little bit closer to reality,” afirmou ele.

Uma das maiores novidades em direção a essa meta é a decisão de enviar o rover PROMISE (Polar Rover for Observation, Mapping and In-Situ Exploration), inspirado nos robôs marcianos Perseverance e Curiosity. Anteriormente tratado apenas como uma possibilidade por Isaacman, o PROMISE será enviado à Lua a bordo de um módulo da Blue Origin no final de 2028, cumprindo uma missão primária de 18 meses.

“As the United States prepares to send humans back to the moon and onward to Mars. NASA Science is very busy getting ready to provide the ultimate interplanetary survival guide to help them on their way,” declarou Nicky Fox, administradora associada de ciência da Nasa.

A agência pretende estabelecer uma presença humana permanente na Lua na próxima década. Os primeiros passos nessa direção incluem as missões Artemis, cada uma projetada para retornar humanos à Lua a partir de 2028. No início deste ano, quatro astronautas sobrevoaram a Lua e retornaram como parte da Artemis II, indo mais longe no espaço a partir da Terra do que qualquer ser humano jamais havia alcançado.

A próxima etapa será a Artemis III — atualmente programada para o início de 2027, com o objetivo de testar dois módulos de pouso tripulados: o Blue Moon, da Blue Origin, e uma versão da Starship, da SpaceX. Ambas as espaçonaves ainda precisam provar sua capacidade, um problema que o Escritório do Inspetor-Geral da Nasa apontou anteriormente como um obstáculo potencial para as ambições lunares da agência. Já a Artemis IV será a primeira missão a colocar humanos de volta na superfície lunar em mais de cinquenta anos, em 2028.

No mesmo evento, o gerente do programa Moon Base, Carlos García-Galán, afirmou que a Nasa e seus parceiros industriais mudaram a abordagem para as missões lunares, tratando-as como uma campanha composta por módulos de pouso, rovers, outros hardwares e instrumentos científicos.

“From 2019 to the end of this year, we will have 22 task orders of landers that are going to go to the moon”, disse García-Galán como parte do programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS). Além disso, seis novas ordens de serviço foram concedidas sob o programa Venture Class Acquisition and Dedicated Rideshare Land Services (VADER), acrescentou o gestor. Isso inclui contratos para um veículo de transferência orbital encarregado de levar cargas úteis à superfície e à órbita lunar, bem como satélites de comunicação da Intuitive Machines para estabelecer infraestrutura digital, de navegação e de comunicação na Lua.

Também há planos para utilizar um foguete New Glenn, da Blue Origin, para entregar drones “MoonFall” próximos à superfície lunar. Esses dispositivos devem saltar pelo polo sul da Lua e enviar dados ao controle terrestre antes das missões Artemis que levarão humanos à região, que permanece relativamente inexplorada.

No futuro, a Nasa também poderá utilizar a espaçonave Blue Ring, da Blue Origin, para ampliar a capacidade de comunicação na Lua, segundo García-Galán, embora o equipamento ainda esteja em fase de desenvolvimento. A Starlink, da SpaceX, também participará testando recursos de comunicação de longo alcance. “Eventually they could on-ramp into a commercial services contract in the future for Moon Base assets”, pontuou.

A Nasa também está impulsionando uma nova fase do programa CLPS, batizada de “CLPS 2.0”, conforme explicou García-Galán. Essa etapa contemplará uma nova geração de módulos de pouso necessários quando os humanos começarem a retornar à Lua de forma regular. Tais veículos precisarão suportar cargas mais pesadas, de até seis toneladas métricas. As empresas selecionadas para o projeto incluem Blue Origin, Lockheed Martin, SpaceX, Voyager, Intuitive Machines, Northrop Grumman e ispace US.

“The increased science capabilities at Moon Base, though, are not just about the number of payloads we fly. It is about the quality of the payloads that we fly”, ressaltou Fox. Ela enfatizou que esses esforços científicos, incluindo o rover PROMISE, servem para assegurar que os humanos possam sobreviver e prosperar no satélite natural.

A missão do PROMISE será liderada por James Keane, cientista planetário do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. O robô contará com uma broca e outros instrumentos voltados para o estudo do regolito lunar e da radiação, além de observar a superfície da lua de maneira semelhante aos rovers de Marte.

“This mission will kind of serve as a scout for the Moon Base operations, whilst also prospecting for resources near the lunar south pole”, explicou Fox. “Promise is just the beginning as we continue to lead the world into a new era of paradigm-shifting science and human space exploration for generations to come.”

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