Aos 34 anos e tentando superar os problemas físicos, Neymar voltou a virar notícia fora das quatro linhas por um episódio de descontrole emocional. Durante a partida entre Santos e Bahia realizada no sábado (24), na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, o camisa 10 e capitão santista se irritou após sofrer uma falta não violenta de Rodrigo Nestor por volta dos 30 minutos do primeiro tempo.
Inconformado com a jogada, o atacante arremessou a bola contra o corpo do adversário, recebeu cartão amarelo e passou a perseguir o meia rival, disparando ofensas e palavrões. Segundo relatado por Nestor, de 26 anos, os ataques verbais não foram direcionados apenas a ele, mas também à agremiação baiana, com o craque supostamente colocando o Bahia em um patamar inferior.
No intervalo, com o gramado encharcado pela forte chuva e o Santos perdendo por 1 a 0, a equipe precisava de foco para buscar a reação. No entanto, Neymar tinha outras prioridades. Na volta dos atletas ao gramado, ele caminhou diretamente em direção a Nestor, manteve as ofensas verbais e, de repente, levou a mão à boca para proferir mais uma frase.
A atitude foi decisiva. Pela regra atual, popularizada como a Lei Vini Jr. – criada após o episódio em que o argentino Prestianni, do Benfica, cobriu a boca para falar com o atacante brasileiro do Real Madrid –, tapar a boca ao conversar com um adversário é proibido e punido com cartão vermelho.
Nestor alertou o árbitro Sávio Pereira Sampaio, que revisou o lance nas imagens do VAR. O resultado foi a expulsão de Neymar, que se revoltou e tentou partir para cima de Nestor, precisando ser contido antes de deixar o campo mais cedo. Com um jogador a menos, o Santos conseguiu buscar um empate heroico no final do confronto.
A repetição desse tipo de comportamento por parte de um atleta tão experiente levanta questionamentos sobre a facilidade com que o craque perde a calma diante de provocações, cobranças de torcedores ou decisões da arbitragem. As punições acabam prejudicando o time, que perde sua principal referência técnica, capitão e líder em campo. Resta saber quando o jogador conseguirá amadurecer profissionalmente e deixar de lado as atitudes intempestivas.
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