A OpenAI apresentou oficialmente o GPT-6 Cyber, um modelo de inteligência artificial voltado para investigações avançadas no setor de cibersegurança. A tecnologia foi capacitada para reconhecer vulnerabilidades, examinar métodos de exploração e recomendar soluções para códigos. Conforme a companhia, a nova versão supera o GPT-5.6 Cyber e consegue encontrar falhas críticas antes que invasores tenham a oportunidade de explorá-las.
Durante avaliações de segurança, o sistema localizou 81 vulnerabilidades inéditas no navegador Firefox, todas catalogadas pela Mozilla como de alta gravidade. O software ainda constatou que outras 30 falhas já conhecidas apresentavam um perigo maior do que o estimado inicialmente. A corporação já disponibilizou correções para grande parte desses problemas.
No ambiente Linux, a IA replicou 1.724 vulnerabilidades e criou códigos de exploração, conhecidos como exploits, em 948 situações. O desempenho supera a marca de 166 exploits alcançada pelo GPT-5.6 Sol no mesmo cenário de testes. A desenvolvedora também repassou 304 descobertas graves para os administradores do kernel Linux.
A ferramenta ainda passou por testes na infraestrutura interna da criadora. Em simulações controladas de segurança, agentes auxiliados pelo GPT-6 Cyber uniram fragilidades, romperam barreiras de ambientes isolados — como as microVMs — e rodaram códigos nos servidores principais. As avaliações permitiram que a empresa solucionasse falhas e fortalecesse as defesas dos sistemas.
Desempenho em testes e segurança de limites
No índice ExploitGym, que avalia a habilidade de explorar brechas de segurança, o modelo atingiu 48,5% de aproveitamento, superando os 32,1% registrados pelo GPT-5.6 Cyber. Já nos exames de invasão a aplicações web, o software detectou e explorou 40,3% das falhas analisadas.
A organização também examinou se o sistema cumpre as restrições de operações permitidas. No teste ExploitGym Honeypot, a IA evitou atacar sistemas fora do escopo estipulado em 99,93% das ocasiões, mesmo sem orientações específicas de configuração. Quando essas regras estavam ativadas, o índice de obediência atingiu 100%.
O avanço nas funções de exploração fez a empresa alterar o patamar de perigo da tecnologia de “Alta” para “Crítica”. A classificação avalia o perigo de empregar o recurso em operações que possam comprometer a segurança digital.
Quem pode usar o GPT-6 Cyber?
O GPT-6 Cyber não está disponível para o público geral. Devido à classificação de risco, a OpenAI restringiu o acesso a equipes de segurança verificadas, profissionais autorizados e organizações parceiras.
Em um primeiro momento, a tecnologia pode ser empregada por membros escolhidos do programa Daybreak Red, por intermédio da API e da plataforma Codex. A companhia planeja expandir o acesso para mais participantes da iniciativa.
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