O cérebro do fugitivo

O cérebro do fugitivo e a ambição de seguir os passos da família

Saúde

Primeiro vem o cérebro do aspirante, que observa o pai modelar comportamentos recompensados com o cargo mais alto que ambos podiam almejar. São comportamentos que não deram lá muito certo no fim das contas, pois levaram o pai à prisão, mas tudo bem: as pesquisas mostram que o pai não só foi absolvido por seus seguidores, como também continua sendo louvado.

O hipocampo do aspirante, que tem o sobrenome do pai, de quem ele também é a cara cuspida e escarrada, evoca memórias corticais recentes do pai no cargo desejado e orquestra com as estruturas da rede autorreferente uma nova memória, esta do futuro, facinha de conjurar: ele se enxerga naquele cargo mais alto. Várias estruturas do cérebro do aspirante titilam com o pensamento, então pronto: a imagem vira objetivo.

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