Pelo segundo ano consecutivo, a quarta vez nos últimos seis anos e a oitava em sua história, o Palmeiras vai disputar a final da Copa Libertadores. O clube amplia, assim, seu recorde de participações em finais da torneio entre os times brasileiros.
Nesta quarta-feira (21), o time alviverde eliminou o Fluminense no Nubank Parque, em São Paulo, na disputa de pênaltis. Depois de vencer o jogo de ida, no Maracanã, por 2 a 1, o time paulista perdeu em casa por 1 a 0. Nos pênaltis, Carlos Miguel defendeu uma cobrança, e a formação paulista fez 5 a 3.
“Estou feliz demais com toda a dedicação da equipe em um jogo muito intenso”, afirmou Marlon Freitas, que converteu a última cobrança.
“Os jogadores bateram da melhor maneira possível, se eles não tivessem batido competentemente, a gente não teria vencido, e ali na hora eu consegui acertar o lado, eu consegui fazer a defesa e sair com a classificação”, acresceu o goleiro Carlos Miguel, que defendeu uma das cobranças do Fluminense.
O goleiro já havia brilhado nas quartas de final do torneio, quando defendeu duas penalidades contra a LDU, levando o time alviverde para a semifinal.
Campeão em 1999, 2020 e 2021, o time comandado por Abel Ferreira terá novamente a oportunidade de conquistar o tetracampeonato. Se levantar a taça, vai igualar o Flamengo, que se tornou o clube brasileiro com mais títulos da competição ao vencer a edição de 2025.
Na decisão do ano passado, o time carioca derrotou o Palmeiras por 1 a 0, em Lima, no Peru. O resultado deu ao Flamengo seu quarto título continental e foi tratado como uma revanche pela vitória alviverde na final de 2021, por 2 a 1, em Montevidéu, no Uruguai.
Marcada para o dia 29 de novembro, a final desta edição será novamente na capital uruguaio, no estádio Centenário.
Neste ano, os dois rivais —que também brigam ponto a ponto pelo título do Campeonato Brasileiro, com o Flamengo à frente por 67 a 66— poderão se reencontrar na decisão e disputar uma espécie de tira-teima pela supremacia recente no principal torneio de clubes da América do Sul. Para isso, o Flamengo precisa eliminar o Estudiantes, da Argentina, nesta quinta-feira (22), às 21h30, no Maracanã.
Na partida de ida, as equipes empataram por 0 a 0, em La Plata. Uma nova igualdade levará a decisão para os pênaltis.
O Flamengo é apontado como favorito no confronto, assim como o Palmeiras era considerado o mais cotado para avançar diante do Fluminense. No jogo de ida, a equipe carioca teve melhor desempenho no Maracanã, mas o time paulista foi mais eficiente no ataque e construiu a vantagem.
Com a possibilidade de avançar com um empate, o Palmeiras entrou em campo no Nubank Parque em condições favoráveis para administrar o resultado. A vantagem determinou a estratégia adotada por Abel Ferreira, que não exigiu a pressão que normalmente o time alviverde costuma fazer sobre os adversários em seu estádio.
Acabou sendo do Fluminense a principal chance do primeiro tempo, logo no minuto inicial, quando Arana tabelou com Hulk e finalizou, exigindo boa defesa de Carlos Miguel.
O lance, porém, não refletiu como foram os primeiros 45 minutos, nos quais os dois times adotaram maior cautela. Os visitantes tiveram mais posse de bola, mas esbarraram na sólida defesa alviverde. O Palmeiras controlou o ritmo e pouco sofreu, tendo suas melhores oportunidades em chutes de Piquerez e Barboza.
Na volta do intervalo, o cenário parecia que seria o mesmo. Mas, aos 37 minutos, Hércules abriu o placar. Wesley Natã iniciou a jogada, tabelou com Hulk e deixou para Hércules na entrada da área. Livre, o volante chutou colocado no canto esquerdo de Carlos Miguel.
Ao deixar tudo igual no placar agregado, o Fluminense passou a segurar o jogo, para levar a disputa para os pênaltis. Antes das penalidades, o Palmeiras já havia ganhado outra preocupação. Paulinho, que havia entrado aos 42 do segundo tempo, terminou a partida mancando e reclamando de dores na panturrilha direita. Ele chorou ao final da partida.
O camisa 10 não era utilizado por Abel Ferreira desde o clássico contra o Corinthians, há dez dias, quando jogou 13 minutos na goleada por 4 a 1, pelo Brasileiro —o duelo marcava seu retorno de uma lesão.
Apesar do problema com seu camisa 10, os donos da casa levaram a melhor nos pênaltis, com uma vitória por 5 a 3.
Maurício, Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Piquerez e Marlon Freitas marcaram pelo Palmeiras. Nonato teve sua cobrança defendida por Carlos Miguel, que definiu o jogo.
O embate pela semifinal foi o primeiro entre Palmeiras e Fluminense em mata-mata de Libertadores. Os únicos encontros anteriores pela competição foram na fase de grupos de 1971, com vitória tricolor por 2 a 0 no Pacaembu e vitória alviverde por 3 a 1 no Maracanã.
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