Preço de alimentos volta a subir em outubro, mas já perde força

Preço dos alimentos acelera em outubro, mas alta perde força no fim do mês

Mercados

O custo dos alimentos subiu forte em outubro, tendo a variação média dos preços atingido 1,35%, bem acima do 0,44% de setembro. Apesar dessa aceleração, o fator novo é que na última quadrissemana do mês a pressão foi menor do que na terceira, quando a evolução havia sido de 1,38%.

Os dados são da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que divulga semanalmente uma taxa de inflação. A fundação sempre compara os preços médios das últimas quatro semanas com as quatro imediatamente anteriores, denominando o período de quadrissemana. Ao entrar uma semana nova, a última da lista é retirada.

As principais pressões de outubro vieram principalmente das carnes, com destaque para a bovina. A arroba de boi gordo está em R$ 390, influenciando os preços no varejo. Segundo a Fipe, o aumento médio da carne bovina foi de 3,8% no mês passado, em relação a setembro. Essa proteína animal já acumula alta de 13% até outubro na cidade de São Paulo, local da pesquisa da Fipe.

O arroz e o óleo de soja, que vinham com altas contínuas nas últimas semanas, perderam ritmo. O óleo de soja acumulou evolução de 4,70% na segunda quadrissemana de outubro, mas terminou o mês com alta de 1,59%. O arroz, com a estabilidade dos preços no campo nas últimas semanas, parou de subir no varejo, mas ainda acumula aumento de 6% em 30 dias.

Os produtos “in natura”, devido a dificuldades de colheita e de transporte por causa das constantes chuvas, mantêm taxa elevada de aumento. Em outubro, ficaram 5% mais caros para os paulistanos. Entre as principais elevações de preços estão tomate e cebola. Os primeiros dias deste mês apontam estabilidade nos preços no campo. A saca de arroz se mantém em R$ 82 no Rio Grande do Sul; a de soja, em R$ 152 no Paraná; a de café arábica, em R$ 1.600 em Minas Gerais, e a arroba de boi.

Parte do aumento dos preços dos alimentos já é gerada pelo El Niño, que, segundo previsões, poderá ser ainda mais intenso até o final do primeiro semestre do próximo ano.

Exportações

As vendas externas de soja somaram 6 milhões de toneladas em outubro e estão previstas em 3,3 milhões neste mês, segundo dados da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais).

A entidade aponta, ainda, que 5,6 milhões de toneladas de milho deixaram o país no mês passado e que outros 6 milhões deverão ser exportados neste mês.

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