Com a chegada do segundo turno das eleições, neste domingo (25), os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) desembolsaram, juntos, mais de R$ 171 milhões em suas campanhas eleitorais. As informações financeiras foram extraídas das prestações de contas parciais enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e atualizadas até sexta-feira (23).
Estreante na disputa pelo Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro ultrapassou o petista e assumiu a liderança nos investimentos durante esta fase do pleito, registrando R$ 105,4 milhões aplicados. No primeiro turno, o representante do PL havia gasto R$ 62,9 milhões. Dessa forma, em um intervalo de 19 dias, suas despesas cresceram em R$ 42,5 milhões.
O montante acumulado por Flávio já supera em 18,43% os R$ 89 milhões que Jair Bolsonaro gastou em toda a campanha de 2022, quando acabou derrotado no segundo turno.
Do outro lado, concorrendo à reeleição e tendo terminado o primeiro turno na segunda colocação, Lula adota uma postura financeira mais contida na reta final. O candidato do PT manteve o mesmo patamar de gastos informado anteriormente, somando R$ 65,6 milhões.
Na disputa vitoriosa de 2022 contra Jair Bolsonaro, o petista investiu R$ 131,3 milhões nos dois turnos. Sendo assim, o valor declarado até agora representa 49,9% de tudo o que foi gasto pelo partido na eleição anterior. As prestações de contas dos postulantes ao cargo máximo do Executivo foram atualizadas no TSE nos dias 13 e 14 de outubro, exatamente dez dias após o encerramento da primeira etapa eleitoral.
Onde os gastos estão concentrados?
A maior parte dos recursos das duas chapas está alocada na rubrica de “serviços prestados por terceiros”. Na campanha de Flávio Bolsonaro, essa categoria absorveu 57,92% dos recursos, divididos em 63 lançamentos que alcançam R$ 61 milhões.
Por sua vez, o grupo político de Lula direcionou 62,09% das despesas para o mesmo setor, contabilizando 89 lançamentos que chegam a R$ 40,7 milhões.
Como segundo principal custo, a campanha do PL registra as “despesa com impulsionamento de conteúdos”, totalizando R$ 18 milhões distribuídos em 44 lançamentos. Já entre os petistas, a segunda maior fatia vai para os “eventos de promoção da candidatura”, que somam R$ 6,2 milhões por meio de 31 registros.
Cofres negativos
Mesmo com cifras bilionárias envolvidas, as candidaturas não precisam liquidar todas as contas de forma imediata. Do total de R$ 171 milhões movimentados pelos presidenciáveis, R$ 120 milhões constam sob o rótulo de “total de despesas pagas” nos documentos oficiais.
Assim como ocorreu no primeiro turno, Lula encabeça a lista de débitos pendentes, acumulando uma diferença de R$ 28,7 milhões entre as despesas totais declaradas e os valores efetivamente quitados perante o TSE. Por sua parte, Flávio Bolsonaro apresenta um saldo devedor inferior, de R$ 22,3 milhões, após comprovar o pagamento de R$ 83,1 milhões em compromissos financeiros.
What do you feel about this post?
Like
Love
Happy
Haha
Sad
