O estado do Rio de Janeiro contabilizou, até o dia 1º de novembro de 2026, um total de 211 casos confirmados de mpox, superando os 119 registros de todo o ano de 2025, conforme dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde do Rio de Janeiro. Felizmente, não houve registro de mortes em nenhum dos dois períodos analisados.
Em nota oficial, a pasta informou que acompanha a evolução do cenário no estado de perto. Quando questionada sobre quais as hipóteses levantadas para o aumento, a secretaria não respondeu.
Na capital fluminense, o panorama segue a mesma tendência. De acordo com o painel epidemiológico da prefeitura do Rio, atualizado até 29 de outubro, há 167 confirmações da doença, ante 94 em todo o ano passado. Em paralelo, o estado de São Paulo registrou 268 casos de mpox até 1º de novembro de 2026, enquanto em todo o ano passado foram 423, também sem óbitos.
O que é a mpox e seus sintomas
A mpox é uma doença viral infecciosa causada pelo vírus de mesmo nome, anteriormente conhecido como varíola dos macacos (monkeypox, em inglês). A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a mudança de nomenclatura no fim de 2022. Entre as preocupações estavam reduzir o estigma associado à nomenclatura anterior e adotar um termo de uso mais simples e padronizado em diferentes línguas.
Os sintomas clássicos da mpox são febre, dor no corpo, prostração e aumento de gânglios. Após três ou quatro dias aparecem as lesões na pele. Vale destacar que não há medicamento específico para a condição e, na maioria dos casos, a evolução é de cura espontânea. O principal fator associado à gravidade é o comprometimento do sistema imunológico.
Formas de prevenção e cuidados
Segundo a secretaria, a prevenção da mpox envolve principalmente evitar o contato com pessoas que apresentem sinais e sintomas suspeitos da doença. Entre as principais recomendações estão:
– Evitar contato físico direto com lesões na pele ou nas mucosas de pessoas com suspeita ou confirmação da doença; – Evitar contato íntimo e relações sexuais na presença de sinais ou sintomas suspeitos, até avaliação por um profissional de saúde; – Não compartilhar objetos pessoais —como toalhas, roupas de cama e vestimentas— que possam estar contaminados; – Procurar atendimento em uma unidade de saúde diante do aparecimento de lesões suspeitas, especialmente nas regiões genital, anal, oral ou em outras partes do corpo, acompanhadas ou não de febre e aumento dos linfonodos; – Em caso de suspeita ou confirmação, seguir as orientações de isolamento e acompanhamento dos serviços de saúde, evitando contato físico próximo até a completa cicatrização das erupções cutâneas e a formação de uma nova camada de pele.
Vacinação pelo SUS
A vacina contra o mpox é disponibilizada pelo SUS (Sistema Único de Saúde) para grupos específicos, conforme as recomendações do Ministério da Saúde: profissionais de laboratório que trabalham com o vírus, pessoas que vivem com HIV/aids com imunossupressão e quem teve contato direto de médio ou alto risco com caso suspeito ou confirmado, após avaliação da vigilância em saúde.
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