Setor de serviços cai 0,1% de julho para agosto, mostra IBGE

Setor de serviços recua 0,1% em agosto, aponta IBGE

Economia

Após registrar estabilidade no mês anterior, o volume do setor de serviços no Brasil apresentou uma discreta retração de 0,1% em agosto, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho, o segmento havia avançado 0,1%.

Desempenho anual e patamar histórico

Mesmo com a oscilação negativa na margem, o setor mantém trajetória positiva em comparações mais amplas. Em relação a agosto do ano anterior, houve crescimento de 0,6%. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, a expansão chega a 1,7%, enquanto a taxa acumulada em 12 meses atinge 2,2%.

Com essa movimentação, a atividade opera atualmente 19,9% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e situa-se a apenas 0,3% do ponto mais elevado de sua série histórica.

No que diz respeito ao faturamento das empresas, a receita nominal do segmento teve alta de 0,2% na comparação entre julho e agosto. O indicador também aponta saltos significativos no confronto anual: avanço de 6,1% frente a agosto do ano passado, 7,4% no acumulado de janeiro a agosto e 7,5% no acumulado de 12 meses.

Comportamento por atividades

O resultado mensal de agosto revelou desempenhos heterogêneos entre os ramos pesquisados. Dos cinco segmentos principais, apenas um fechou o período em alta: os serviços prestados às famílias, que cresceram 2,1%.

O grupo de informação e comunicação permaneceu estável (0,0%), enquanto as outras três categorias registraram perdas:

  • Outros serviços: queda de 1%;
  • Transportes: retração de 0,2%;
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: baixa de 0,2%.

Turismo mantém trajetória de expansão

Apurado à parte dos grupos principais, o índice de atividades turísticas registrou um avanço de 2,5% na passagem de julho para agosto. Este foi o segundo resultado positivo consecutivo da categoria, gerando um ganho acumulado de 5,5% no bimestre.

Diante desse fôlego recente, o turismo nacional encontra-se 12,4% acima dos níveis observados em fevereiro de 2020 e a uma distância de 1,1% do ápice histórico da série, que foi registrado em dezembro de 2024.

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