The Original Mercedes A-Class Is Now Old Enough To Be A Classic

Mercedes-Benz Classe A vira carro clássico a partir de 2027

Automóveis

O tempo avança rápido no universo automotivo: em 2027, a emblemática e controversa primeira geração do Mercedes-Benz Classe A completará três décadas de existência. Com essa marca temporal, o hatch compacto atinge a idade legal para receber a cobiçada placa de veículo histórico na Alemanha, a chamada placa “H”, status concedido a modelos com 30 anos que superam a rigorosa vistoria do artigo 23 das normas de trânsito alemãs (StVZO).

Poucas unidades do Classe A estarão aptas logo em 2027

Apesar da marca histórica, encontrar um exemplar da série 168 já apto a ostentar a placa de colecionador em 2027 será raro. O modelo estreou globalmente em março de 1997, no Salão de Genebra, trazendo um conceito revolucionário com arquitetura de assoalho duplo tipo sanduíche — solução projetada para deslocar o conjunto mecânico para baixo do habitáculo em batidas frontais, preservando os ocupantes.

As vendas oficiais foram abertas em 18 de outubro de 1997, mas a fábrica suspendeu a produção menos de quatro semanas depois. A paralisação relâmpago ocorreu após o veículo capotar no teste de desvio brusco de trajetória, o famoso “teste do alce”, promovido por uma revista sueca. As entregas só foram restabelecidas no fim de fevereiro de 1998, momento em que o modelo adotou o controle eletrônico de estabilidade (ESP) como equipamento de série em nível global. Essa pausa na linha de montagem fez com que o volume de unidades faturadas em 1997 fosse extremamente restrito.

Outros lançamentos de 1997 entram na lista de elegíveis

A virada para 2027 também abre caminho para outros dois projetos importantes apresentados pela montadora alemã naquele mesmo ano:

Classe M (série 163)

Apresentado em abril de 1997 na fábrica norte-americana de Tuscaloosa, no Alabama, o Classe M foi peça-chave na consolidação do segmento de utilitários esportivos modernos. Equipado com suspensão independente em ambos os eixos e tração integral permanente, o veículo reunia valentia fora de estrada e refinamento dinâmico no asfalto. Na tampa traseira, o carro sempre adotou a identificação “ML” para evitar contestações de nomenclatura com a BMW.

CLK Coupé (série 208)

Lançado no início de 1997 durante o Salão de Detroit, o cupê resgatou a tradição de modelos médios de duas portas da marca. Embora ostentasse forte parentesco visual com a linha Classe E, sua estrutura técnica utilizava a base do Classe C da época (série 202). O esportivo estreou oferecendo variações do CLK 200 aos motores de seis e oito cilindros do CLK 320 e CLK 430, sendo acompanhado pela variante conversível a partir de 1998.

Estrutura de peças assegura a preservação dos novos clássicos

Para assegurar que esses veículos permaneçam em circulação e mantenham a integridade original, o departamento Mercedes-Benz Classic administra um acervo com cerca de 160 mil componentes originais de reposição. O portfólio prioriza itens de segurança e funcionamento mecânico, acessíveis com logística de entrega rápida por intermédio de cerca de 3 mil concessionárias credenciadas em 170 países.

O suporte inclui desde componentes corriqueiros de acabamento e lanternas até elementos estruturais complexos, caixas de câmbio automáticas completas e motores V8 destinados às versões de topo, assegurando respaldo técnico contínuo para a nova geração de colecionáveis da marca da estrela.

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