Uma nova tecnologia médica desenvolvida pela empresa norte-americana Science Corporation está abrindo um horizonte inédito no tratamento da Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), patologia que atinge mais de 5 milhões de pessoas ao redor do globo. Até hoje, nenhum procedimento era capaz de reverter a perda de visão provocada por essa enfermidade, mas o sistema Prima promete mudar esse cenário: o dispositivo foi homologado na Europa em julho e atualmente aguarda liberação da FDA para ser comercializado nos Estados Unidos.
A solução combina um implante na retina com óculos dotados de câmera para mitigar a mancha cega que surge no centro da visão em quadros avançados de DMRI. Os testes clínicos demonstraram resultados expressivos: após um período de adaptação e treinamento, mais de 80% dos participantes voltaram a conseguir ler, preencher palavras cruzadas e utilizar seus smartphones.
Como a tecnologia contorna as lesões oculares
Em condições saudáveis, o processo visual humano depende de três camadas celulares na retina: os fotorreceptores, encarregados de converter estímulos luminosos em corrente elétrica; as células bipolares, responsáveis por organizar esses sinais; e as células ganglionares, que repassam o estímulo ao cérebro por meio do nervo óptico.
O grande trunfo do sistema decorre do fato de que a DMRI não destrói todas essas conexões, degradando exclusivamente os fotorreceptores. O microchip do Prima entra no lugar dessas estruturas danificadas, transmitindo dados diretamente aos circuitos preservados do olho.
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