Em uma decisão relâmpago, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu a secretária de Imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, nesta sexta-feira (16). A porta-voz permaneceu somente cinco dias no comando da comunicação do governo antes de ser desligada da função.
Ao falar com jornalistas sobre a saída precoce, Trump detalhou a conversa que teve com a assessora. “Eu disse a ela: ‘Acho que é melhor você ser feliz, e não tenho certeza de que algum dia você possa ser feliz nesse meio.’ Não há nada de fácil nisso”, declarou. O líder republicano emendou: “Eu disse a ela, sinceramente: ‘Se eu fosse você, reconsideraria… pense no assunto. Mas eu reconsideraria.’”
A passagem meteórica de Zacharia pode figurar como a mais rápida de um secretário de Imprensa em toda a história dos Estados Unidos. A marca chamou a atenção até de Anthony Scaramucci, que durou dez dias como diretor de comunicações no primeiro mandato de Trump. No X, o ex-assessor ironizou a situação: “Recordes são feitos pra serem quebrados, mas a dor dos outros não me dá prazer”. Em declaração por telefone à emissora Fox News, o presidente americano afirmou que não tem pressa para definir um substituto.
Momento delicado antes das urnas
A turbulência interna ocorre em um período de grande vulnerabilidade para os republicanos. Faltando menos de três semanas para as eleições de meio de mandato, pesquisas apontam o risco real de o partido perder o controle tanto da Câmara quanto do Senado.
O desgaste da gestão também se reflete na popularidade do próprio mandatário. Trump registra atualmente a avaliação mais baixa somando-se os seus dois mandatos, permanecendo ligeiramente acima dos 30% de aprovação. O índice cria um dilema para os candidatos conservadores, que evitam confrontar o líder republicano, mas temem o impacto negativo de
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