Com um processo de desenvolvimento que se estendeu por 16 anos, O Bosque Selvagem surge como o mais recente lançamento da Laika, renomado estúdio de stop-motion por trás de obras como Coraline, Kubo e as Cordas Mágicas e ParaNorman. Adaptado de um livro infanto-juvenil de mesmo nome, o projeto recebeu investimentos massivos do estúdio para se consolidar como um dos principais destaques cinematográficos.
O enredo acompanha uma menina que adentra uma floresta proibida após o sequestro do irmão caçula por corvos. O que parecia uma simples operação de resgate evolui para uma missão para impedir que entidades malignas dominem o território encantado. A história é baseada no primeiro volume de uma trilogia assinada por Colin Meloy e Carson Ellis, com estreia nas telonas marcada para 29 de outubro.
Bastidores e recordes da produção
Sob o comando do diretor Travis Knight, o longa exigiu mais de uma década e meia de trabalhos intensos. Além da fase de roteiro e da preparação, a etapa de filmagem representou o maior desafio cronológico, exigindo o registro fotográfico individual de cada micro-movimento dos bonecos.
O esforço resultou em uma marca histórica: trata-se da produção em stop-motion mais extensa já realizada, totalizando 131 minutos, o equivalente a 2 horas e 11 minutos de projeção.
Recepção e tom da obra
Embora o mercado frequentemente associe animações ao público infantil, O Bosque Selvagem transita por um tom mais maduro, sem deixar de ser acessível aos espectadores mais jovens. Embora o mercado brasileiro ainda não tenha definido a classificação indicativa oficial, o projeto apresenta sequências de violência e presença de sangue, preservando simultaneamente a atmosfera mágica da narrativa.
O resultado consolidou a trajetória técnica da Laika através de uma estética visual marcante, fotografia vibrante, figuras cativantes e um elenco de dublagem de alto nível. A qualidade se refletiu nos indicadores de recepção, alcançando 100% de aprovação com base em 61 avaliações da crítica especializada no Rotten Tomatoes, além de 98% de receptividade por parte dos espectadores comuns.
Com esses números, a obra se posiciona entre as principais favoritas ao prêmio de melhor animação no Oscar, não se descartando a possibilidade de uma menção na categoria principal de melhor filme, feito já alcançado por produções animadas no passado.
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