Uma nova imagem capturada pela sonda espacial Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), revelou os impactos das poderosas forças erosivas que transformaram a superfície de Marte ao longo de vastos períodos geológicos. O registro dá destaque para a Amazonis Mensa, uma grande montanha de topo plano que funciona como uma verdadeira janela para a compreensão dos fenômenos que modelam a paisagem marciana.
Na cena divulgada, múltiplos elementos geológicos chamam a atenção de cientistas planetários. Os mais fáceis de identificar são as grandes crateras circulares originadas por colisões espaciais do passado remoto. No entanto, muitas dessas cavidades foram preenchidas, ao menos parcialmente, por fluxos de lava que cobriram a superfície do Planeta Vermelho há cerca de três bilhões de anos, conforme destacou a ESA.
Ação dos ventos e estruturas onduladas
A imagem também exibe formações onduladas bem definidas nas laterais esquerda e direita, chamadas cientificamente de yardangs. De acordo com a agência espacial, essas cristas “formam-se à medida que partículas soltas de areia são chicoteadas pelo vento e lançadas um pouco como um jateador de areia cósmico”.
Um detalhe marcante é que os dois conjuntos de yardangs vistos na foto avançam pela superfície em sentidos opostos. O desvio acontece porque o maciço da Amazonis Mensa funciona como um bloqueio contra o vento, desviando o material transportado pelas correntes de ar para diferentes orientações.
Há mais de 20 anos em órbita, a missão Mars Express continua a fornecer aos astrônomos registros detalhados do planeta vizinho, permitindo decifrar a dinâmica que reconfigura o solo marciano ao longo de eras.
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