O mercado imobiliário brasileiro é predominantemente versátil, com 85,1% das empresas do setor atuando simultaneamente nas frentes de vendas e locação. Os dados fazem parte do “Benchmark Imobiliário Brasil 2026“, estudo realizado pela Universal Software em parceria com o Secovi-SP, que detalha o perfil e a maturidade operacional das companhias no país.
Conforme o levantamento, 50,5% das empresas mantêm equipes de até 10 colaboradores e 69,1% registraram faturamento anual de até R$ 5 milhões em 2025. Sobre a maturidade da operação, 48% das imobiliárias classificam-se como “em crescimento”.
No segmento de locação, 61,2% das imobiliárias administram carteiras de até 300 contratos e 56,4% fecham até 10 novos contratos por mês. Em termos de aluguel médio, 60,9% das carteiras apresentam valor superior a R$ 2 mil, e 58,2% das empresas mantêm a taxa de inadimplência em patamares inferiores a 3%. Já a entrega das chaves ocorre em até 3 dias após a apresentação dos documentos em 51,8% dos casos.
Na modalidade de vendas, 97,9% das imobiliárias operam com imóveis avulsos e 67,2% fecham entre 1 e 5 transações mensais, registrando ticket médio acima de R$ 500 mil em 50,7% das empresas. A taxa final de conversão de leads em contratos de vendas é de 1% a 3% para 41,4% das empresas.
A estrutura de pré-atendimento é adotada por 74,9% das imobiliárias, com 30,5% das empresas abordando o lead em até 10 minutos e 37,1% realizando no máximo três tentativas de contato antes de encerrar o atendimento. Por outro lado, 66,5% das imobiliárias declaram não medir o CAC por canal e 50,8% não acompanham o índice de NPS.
Aumentar o número de vendas lidera a lista de objetivos com 68,2%, seguido por aumentar locações (58,1%) e aumentar o volume de captações (56,6%). Em seguida vêm leads mais qualificados (51,3%), automatizar processos (50,4%) e aumentar visitas (49,4%).
Tecnologia e inovações no setor
Sete em cada 10 imobiliárias já utilizam inteligência artificial. E para 44% destas, a IA é a principal aplicação na qualificação de leads e no atendimento inicial. Depois vêm o uso na criação de conteúdos e anúncios (30,5%), o apoio à locação (26%) e ao time de vendas (22%). O diferencial fica por conta das imobiliárias que utilizam IA para análise de dados e BI (apenas 11,4%) e na cobrança (6%).
Além da tecnologia, o setor acompanha impactos diretos e indiretos do fim da escala 6×1. O Senado aprovou por 75 votos a 1, a PEC que extingue a escala 6×1. A medida, fixa a jornada em 40 horas semanais com dois dias de repouso remunerado e sem redução salarial. O cenário demanda adequação no planejamento das imobiliárias para 2027. A transição para o novo modelo começa em dois meses, com o limite de 42 horas semanais. Um ano dessa primeira fase, o limite passará para 40 horas, sendo a mudança definitiva concluída no prazo total de 14 meses.
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