As taxas de juros futuros de prazos médios e longos registraram alta na manhã desta quinta-feira, 22. O comportamento das taxas longas reflete diretamente o cenário eleitoral indefinido, faltando apenas três dias para o primeiro turno das eleições presidenciais, acompanhando também a valorização do dólar frente ao real. Paralelamente, os juros curtos também apresentam acréscimo, pressionados pelo avanço internacional do petróleo, o que acende alertas sobre potenciais pressões inflacionárias.
Cenário político e pesquisas A instabilidade no mercado é alimentada por novos levantamentos de intenção de voto. Uma pesquisa Indexa/Broadcast revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 45,2% das intenções de voto, enquanto o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece com 44,1% em um eventual segundo turno estimulado.
Considerando a margem de erro de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, configura empate técnico. Na comparação com a rodada anterior, de 15 de outubro, o senador oscilou 1,6 ponto porcentual para cima e o presidente Lula, 2 pontos porcentuais para cima.
Impacto nos contratos de DI O reflexo dessa conjuntura econômica e política foi observado logo nas primeiras negociações do dia. Às 9h19, a taxa de depósito interfinanceiro para janeiro de 2027 subia a 13,500%, de 13,479% no ajuste anterior.
No mesmo horário, o contrato de DI para janeiro de 2029 avançava para 12,690%, em comparação a 12,563% do fechamento prévio. Já a taxa com vencimento em janeiro de 2031 atingia a máxima de 12,735%, superando os 12,602% registrados no ajuste de ontem.
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