Na última sexta-feira, 23, o governo dos Estados Unidos divulgou alterações na relação de mercadorias do Canadá que enfrentam taxas de 50%. Com a atualização, artigos como chapas de madeira compensada, itens de papel, além de máquinas e equipamentos de refrigeração foram excluídos da medida.
Em contrapartida, novos produtos passaram a integrar a relação e serão taxados, entre eles válvulas, carpetes e resíduos. A determinação começa a valer no dia 30 de outubro.
As taxações foram aplicadas com amparo na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, com início em agosto deste ano, motivadas por um embate comercial com o território canadense após o insucesso nas tratativas bilaterais. Em setembro, a gestão americana já havia realizado ajustes nos itens atingidos pelas cobranças.
A movimentação é interpretada como uma estratégia para auxiliar os republicanos no pleito de meio de mandato em novembro, com foco especial na senadora do Maine, Susan Collins, que aparece em situação de empate técnico com seu oponente democrata, Troy Jackson.
Por meio de sua conta na rede social X, Collins se pronunciou sobre a medida, declarando que pediu o alívio tarifário e que seguirá empenhada para obter novas isenções e “incentivar um acordo comercial mais amplo com o Canadá, nosso vizinho, aliado e maior parceiro comercial”.
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