Exploit quebra trava da NVIDIA e libera poder total de IA em placas GeForce RTX

Exploit destrava o desempenho máximo de IA em placas GeForce RTX

Tecnologia

Uma recente descoberta feita pela comunidade tecnológica encontrou uma maneira de liberar a potência oculta de inteligência artificial em placas de vídeo da NVIDIA. Especialistas e entusiastas conseguiram contornar uma restrição imposta pela própria fabricante no firmware dos modelos pertencentes às linhas GeForce RTX 20, RTX 30 e RTX 40, desatando toda a capacidade dos chips dedicados a IA, conhecidos como Tensor Cores.

A restrição imposta originalmente pela marca cortava pela metade a velocidade dos hardwares voltados para computadores pessoais em determinadas operações matemáticas de inteligência artificial, um limite ausente nas versões profissionais e significativamente mais caras da empresa. Por meio do aproveitamento de uma falha de segurança no sistema de inicialização da GPU, o novo utilitário modifica parâmetros internos antes mesmo que o sistema operacional seja carregado, eliminando assim o bloqueio imposto de fábrica.

Até o dobro de salto em velocidade para cargas pesadas

As melhorias na performance bruta, calculadas em FLOPS — indicador que quantifica o volume de operações matemáticas por segundo —, flutuam dependendo da versão do hardware e do limite energético do componente. Na antiga placa mais potente da marca, a GeForce RTX 4090, a capacidade teórica máxima voltada para IA foi literalmente multiplicada por dois, pulando de 165 TFLOPS para cerca de 330 TFLOPS nos padrões de precisão FP16 e BF16. Enquanto isso, hardwares como a RTX 3090 Ti e a RTX 3070 registraram melhorias de até 80% na velocidade de processamento de matrizes complexas.

No uso real, a modificação não duplicará a taxa de quadros em games e nem tornará a resposta de chatbots mais ágil, visto que a geração de texto depende fortemente da largura de banda da memória da placa. Contudo, a intervenção agiliza de maneira expressiva a geração de imagens sintéticas e o tempo necessário para processar comandos complexos inicialmente.

O avanço já provocou uma alta na procura por modelos seminovos de gerações passadas que contam com generosa quantidade de memória, a exemplo da RTX 3090, RTX 3090 Ti e RTX 4090, todas equipadas com 24 GB. Embora as vantagens sejam claras, os desenvolvedores da técnica enfatizam que o processo exige conhecimentos avançados e carrega riscos de falhas de estabilidade ou mesmo danos permanentes ao hardware.

Vale lembrar que, no ecossistema de modificações de tecnologias da NVIDIA, uma das mais recentes e impressionantes tem a ver com suporte as tecnologias do DLSS em placas de vídeo da AMD.

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