Bolsa em circuit breaker: qual a última vez que o mecanismo foi acionado?

Bolsa aciona circuit breaker pela 1ª vez desde a pandemia

Economia

As negociações de ativos na Bolsa brasileira ficaram suspensas hoje, por volta de 30 minutos, abrindo em forte queda acima de 17% como reação à reeleição do presidente Lula. Essa é a 24ª vez que esse mecanismo, conhecido como circuit breaker, é utilizado em toda a história do país.

O circuit breaker é um procedimento operacional da B3 criado em 1997 e previsto para momentos de forte queda do mercado, como o ocorrido nesta segunda-feira (26). Quando a Bolsa cai 10%, as negociações são interrompidas por 30 minutos para que o mercado se recomponha.

Hoje, no primeiro pregão após a vitória do presidente reeleito Luís Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), o Ibovespa performa com forte queda. Por volta das 13h10, o IBOV recuava mais de 15%, com 173 mil pontos. Mais cedo no dia, o índice despencou para os 169 mil pontos.

A última vez em que isso aconteceu foi durante a pandemia de Covid-19, em 2020. Na época, o mecanismo foi acionado seis vezes no mês de março. Em 2020, o mecanismo foi acionado nos dias 9 (quando caiu 12,17%), 11 (queda de 7,64%), 16 (baixa de 13,92%) e 18 (queda de 10,35%) de março por uma vez. No dia 12, o circuit breaker foi acionado duas vezes, quando o Ibovespa fechou em baixa de 13,91%.

Durante o circuit breaker, a negociação dos ativos à vista, renda fixa privada e opções referenciadas em ações, BDR, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap, e ETFs ficou suspensa por 30 minutos.

A queda desta segunda representa uma forte correção em relação ao desempenho do índice após o primeiro turno, em que Flávio saiu na frente do candidato do PT. Na época, a Bolsa chegou a bater o seu próprio recorde de alta, superando os 209 mil pontos.

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