Durigan defende sinal ao mercado e diz que governo tem medidas fiscais prontas

Durigan defende sinal ao mercado e diz ter medidas fiscais prontas

Economia

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira que reforçou junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a urgência de enviar sinais positivos ao mercado financeiro, destacando que a administração federal já possui pacotes de ações estruturados, inclusive estratégias voltadas ao cumprimento do centro da meta fiscal.

Durante conversa com profissionais da imprensa, Durigan pontuou que não conversou com Lula a respeito de eventuais mudanças na composição ministerial. Na ocasião, ele avaliou como “excelente” a indicação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), cujo nome vem sendo ventilado pela imprensa como um possível sucessor na pasta econômica.

‘O presidente vai definir a equipe dele, depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta para mostrar que o compromisso deste governo do presidente é com responsabilidade fiscal’, afirmou.

‘A gente precisa sentar com o presidente e autorizar as demais medidas, mas tem várias medidas já sendo estudadas e prontas.’

Impacto no mercado e câmbio

O titular da pasta econômica também avaliou que a queda nos ativos brasileiros registrada na segunda-feira — após a confirmação da reeleição de Lula no domingo — “não é de fundamento”. Segundo sua análise, o movimento refletiu uma reviravolta na estratégia dos investidores, que haviam depositado expectativas na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O ministro relatou alinhamento constante com o Banco Central para monitorar o cenário, observando maior calmaria nesta terça-feira. Ele também destacou que o Tesouro Nacional permanece apto a realizar novas intervenções no segmento de títulos públicos caso seja necessário.

Novas taxações a caminho

Além das discussões sobre o ajuste fiscal, Durigan confirmou que a gestão federal planeja encaminhar ao Congresso Nacional, provavelmente ainda nesta semana, a proposta que regulamenta o Imposto Seletivo. O novo tributo, associado à reforma tributária do consumo, incidirá sobre itens como cigarros, bebidas alcoólicas, veículos e apostas, com expectativa de gerar uma arrecadação de R$ 41,9 bilhões até 2027.

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