Uma herança culinária transmitida por avós se transformou em uma poderosa ferramenta de emancipação econômica para 12 moradoras de uma comunidade quilombola no Maranhão. Aline Martins aprendeu o preparo do biscoito crocante de tapioca na comunidade de Cumum, situada no município de Guimarães. O que começou na cozinha de casa evoluiu para um empreendimento sólido que gera renda e valoriza a identidade cultural das produtoras. Em 2024, a iniciativa foi laureada com o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, enquanto em agosto de 2026 os produtos ganharam destaque na Feira do Empreendedor realizada em São Luís.
As origens e a expansão coletiva O biscoito de tapioca tem raízes profundas no saber tradicional compartilhado na família de Aline e no cotidiano do lugar onde ela cresceu. A transição da escala estritamente doméstica para uma rede de produção exigiu superar desafios como padronização da qualidade, busca por novos compradores e conversão das encomendas em receita financeira.
Em agosto de 2026, a iniciativa já contava com a força de trabalho de 12 mulheres dedicadas à fabricação e comercialização dos quitutes. Essa rede colaborativa amplia a capacidade de atendimento e distribui oportunidades econômicas na região, exigindo planejamento rigoroso para que a receita preserve suas características originais em maior escala.
Reconhecimento e capacitação A conquista do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em 2024 deu visibilidade nacional à trajetória da empreendedora quilombola. A vivência com o apoio institucional também incluiu mentorias em precificação, acesso a mercados e técnicas comerciais, fundamentais para garantir a sustentabilidade do negócio para além da aprovação imediata dos consumidores.
A participação na Feira do Empreendedor em São Luís, ocorrida entre os dias 14 e 16 de agosto de 2026, permitiu expandir horizontes, apresentar o produto a novos públicos e trocar experiências com outras empresárias, sempre mantendo viva a história e a identidade da comunidade de Cumum.
O futuro do empreendimento A trajetória que une tradição familiar, organização coletiva e gestão comercial demonstra que preservação cultural e geração de renda podem caminhar lado a lado. O futuro do projeto dependerá da constância nas vendas e da gestão da produção, mas a iniciativa já consolidou um modelo onde o saber ancestral ganha novos horizontes através do trabalho conjunto.
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