Taxa de desocupação é de 5,2% e taxa de subutilização é de 13,0% no trimestre encerrado em setembro

Desemprego cai para 5,2% no trimestre encerrado em setembro

Finanças

A taxa de desocupação ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, registrando uma queda de 0,2 ponto percentual frente ao trimestre terminado em junho (5,4%) e um recuo de 0,4 p.p. ante o período de julho a setembro de 2025 (5,6%).

Com esse resultado, a população desocupada somou 5,6 milhões, apresentando uma diminuição de 4,0% — o que representa menos 234 mil pessoas — na comparação com o trimestre de abril a junho (5,9 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 6,0 milhões de desocupados, a retração foi de 6,9%, eliminando 417 mil pessoas do desemprego.

Recordes de ocupação e rendimento

A população ocupada alcançou o patamar histórico de 103,6 milhões, configurando o maior número da série estatística. O indicador registrou alta de 0,6% no trimestre, adicionando 581 mil postos de trabalho, e cresceu 1,2% no ano, com mais 1,2 milhão de pessoas empregadas.

O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas trabalhando na população em idade de ativa, atingiu o recorde de 59,0%. Esse patamar representa uma variação positiva de 0,2 p.p. sobre o trimestre anterior (58,8%) e estabilidade na comparação anual (58,7%).

O rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.790, mantendo-se estável no trimestre e avançando 3,6% no comparativo anual, o que representa um acréscimo de R$ 131. Já a massa de rendimento real habitual bateu recorde e somou R$ 387,5 bilhões, com altas de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e de 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).

Subutilização e informalidade

Por sua vez, a taxa composta de subutilização fechou o trimestre em 13,0%, ficando estável frente ao trimestre anterior (12,9%) e com queda de 0,9 p.p. na leitura anual (13,9%). A população subutilizada totalizou 14,8 milhões de cidadãos, mantendo estabilidade trimestral e registrando retração de 6,1% no ano, o que equivale a menos 957 mil pessoas.

No recorte da informalidade, a taxa atingiu 37,5% da população ocupada, o que corresponde a 38,8 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, o índice era de 37,4% (38,6 milhões), enquanto no mesmo período do ano passado marcava 37,8% (38,7 milhões).

A força de trabalho do país, que engloba pessoas ocupadas e desocupadas, atingiu 109,3 milhões de indivíduos no trimestre encerrado em setembro, com uma alta de 0,3% (mais 347 mil pessoas) em relação ao trimestre de abril a junho. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 0,7%, somando 788 mil pessoas a mais no mercado de trabalho.

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