As precipitações registradas acima da média histórica ao longo do mês de outubro foram determinantes para o crescimento do volume de água nos principais reservatórios responsáveis pelo abastecimento da região metropolitana de São Paulo.
O sistema Cantareira, que responde por cerca de metade da distribuição de água na área, apresentou um crescimento de 9,6 pontos percentuais entre o primeiro dia do mês e esta sexta-feira (30), saltando de 41,1% para 50,7%, conforme dados divulgados pelo Portal dos Mananciais, da Sabesp. No mesmo período, o volume de chuvas no Cantareira atingiu 210,1 mm (milímetros), o que representa 61,7% a mais do que os 130 mm previstos para a média histórica.
Recuperação nos mananciais paulistas
No SIM (Sistema Integrado Metropolitano), a recuperação alcançou 6,5 pontos percentuais, indo de 55,2% para 61,7%. O conjunto engloba, além do Cantareira, os sistemas Alto Tietê, Cotia, Guarapiranga, Rio Claro, Rio Grande e São Lourenço.
O sistema Alto Tietê também experimentou avanço no armazenamento hídrico, subindo de 54,2% no início de outubro para 59,9% nesta sexta-feira. Naquela bacia, a Sabesp computou um acréscimo de 71,4% nas chuvas em relação à média histórica.
Mesmo com o dobro da precipitação prevista, o sistema Guarapiranga manteve estabilidade durante todo o mês, fechando em 94,9%. Por sua vez, o sistema Cotia superou a marca de 103,7% de capacidade, impulsionado por uma alta de 101% nas chuvas locais comparadas à média de outubro. Já o sistema Rio Grande chegou a 99,3% de sua capacidade total, partindo de 94,6% no começo do mês.
Na capital paulista, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas), órgão municipal, informou que outubro acumulou 219,8 mm de chuvas até o momento, número 96,3% superior aos 112 mm esperados para a cidade. No dia 14, um forte temporal alagou pontos expressivos, como o túnel do Anhangabaú, na região central, e causou a morte de uma pessoa. A prefeitura detalhou que choveu 42 milímetros em apenas 40 minutos naquela tarde.
Em balanço anterior, o Inmet (Instituto Nacional de Metereologia) apontou que setembro foi o mais chuvoso desde o início das medições do órgão, em 1943, registrando 303mm — um volume 329% acima da média histórica.
Previsão do tempo para o feriado
O panorama de precipitações intensas deve persistir durante o feriado de Finados.
As instabilidades climáticas que cobrem grande parte do país mantêm o céu nublado e com chuvas no estado de São Paulo. A previsão aponta tempestades mais fortes para esta sexta (30) e o sábado (31), com uma tendência de leve melhora no domingo (1º) e na segunda-feira (2).
Segundo a Climatempo, o fenômeno decorre da atuação de sistemas atmosféricos combinados com calor e umidade, gerando condições favoráveis para a formação de nuvens carregadas nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil. Diante disso, o Inmet mantém ativo o alerta amarelo, que indica perigo potencial para chuvas intensas em todo o Sudeste até domingo.
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