Mesmo que a fragmentação do ecossistema do robozinho verde já não seja um obstáculo tão crítico quanto no passado, a chegada de novas edições aos usuários continua em ritmo bastante reduzido. Conforme levantamento realizado pelo portal Heise Online e repercutido pelo Android Authority, o Android 17, disponibilizado em junho, alcança somente 1% dos aparelhos ativos atualmente.
Diante desse número reduzido, a versão mais recente perde até mesmo para o Android 11, lançado em 2020 e instalado em 10,5% dos eletrônicos em uso. Outras edições anteriores também registram patamares bem superiores, a exemplo do Android 12 com 9,6% e do Android 13 com 11,8%.
Hoje, a variante mais popular é o Android 16, encontrado em 25,4% dos smartphones ativos — vale lembrar que em dezembro do ano passado essa mesma iteração aparecia em apenas 7,5% dos equipamentos. Logo atrás vêm o Android 14, com 15,3%, e o Android 15, marcando 14,7%.
Android melhorou muito, mas ainda é fragmentado
Ao contrário do ecossistema iOS, administrado exclusivamente pela Apple em seus telefones, a gestão do Android depende diretamente das marcas fabricantes de hardware. Durante muito tempo, esse modelo transformou o ambiente do Google em um cenário complexo: centenas de telefones perdiam suporte precocemente, funcionalidades inéditas atingiam um público restrito e diversos modelos chegavam às lojas já equipados com softwares defasados.
Com o passar do tempo, a gigante das buscas adotou ferramentas para diminuir a dependência das marcas parceiras. O Google Play Services passou a receber melhorias de forma autônoma, sem exigir um pacote completo de sistema, ao passo que partes modulares do software ganharam a capacidade de atualizar por meio da loja de aplicativos. A companhia também reformulou processos de engenharia e firmou acordos estratégicos com as fabricantes para agilizar pacotes de correção e estender o ciclo de vida útil.
Tempo de suporte prometido é maior
Atualmente, as principais fabricantes do mercado garantem longos períodos de atualizações para seus portfólios. A Samsung assegura sete anos de updates de sistema e segurança para suas linhas topo de linha mais recentes, o mesmo prazo oferecido pelo próprio Google para os modelos recentes da linha Pixel. Já alguns dos principais lançamentos da Xiaomi dispõem de até seis anos de suporte.
Apesar disso, a extensão do suporte não significa que as novidades cheguem de imediato, tampouco garante uma distribuição veloz das grandes atualizações de software. A própria fabricante sul-coreana, por exemplo, libera os pacotes de forma escalonada, com cronogramas que mudam conforme o país e a categoria do aparelho.
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