O terceiro Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) poderá ser lançado em 2027, caso o Orçamento com essa previsão seja aprovado no Congresso. A informação foi divulgada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, durante entrevista publicada em 30 de outubro de 2026. A nova seleção tem chances de ocorrer no segundo semestre daquele ano.
Apesar de não cravar o quantitativo exato de oportunidades, a chefe da pasta indicou que a próxima edição poderá ofertar entre 2 mil e 3 mil vagas no funcionalismo público federal. Contudo, a concretização da seleção está atrelada à aprovação do Orçamento da União pelo Congresso Nacional e à garantia de recursos financeiros para novas contratações na esfera federal.
“Queremos fazer ano que vem. Tudo depende de como o Orçamento vai terminar, se vamos conseguir manter (no Congresso) o espaço de concurso. Com o volume que está lá, eu consigo autorizar no início do ano alguns concursos já aprovados e dá para ter um valor suficiente para fazer o CNU, com 2 mil vagas, 3 mil vagas”, declarou a ministra.
Cronograma e adesão de estados e municípios
Ainda sem uma data fixa de lançamento, a seleção unificada segue a diretriz de ser realizada preferencialmente no primeiro e no terceiro ano de gestões federais, evitando assim o calendário eleitoral. Além disso, o governo avalia a inclusão de entes estaduais e municipais no formato, uma tratativa que ainda passa por etapas iniciais de planejamento.
“(…) Diante da aceitação da população e do sucesso do concurso, inclusive estados e municípios estão querendo aderir, a nossa expectativa é que haja uma exigência da própria sociedade para que se continue fazendo. (…) Estamos tentando ver se os estados e municípios entram no CNU. Se compartilharmos com os estados, já viabiliza facilmente fazer ano que vem. Estamos estudando isso com o Consad (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração)”, explicou Dweck.
O papel estratégico da Enap
Outro ponto de destaque é a centralidade que a Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) deve assumir na perpetuação do modelo. A intenção governamental é centralizar na instituição o know-how e o conhecimento prático acumulados nas edições passadas, assegurando a continuidade do formato independentemente de futuras alternâncias de poder.
“A ENAP precisa ser a memória do CNU porque, em um próximo governo, já vai ter tudo ali registrado numa autarquia muito sólida, que vai poder fazer um próximo concurso”, pontuou a ministra, reforçando que o exame evoluiu de um simples processo de seleção para uma política pública de Estado.
Histórico das edições anteriores
A segunda edição do certame (CNU 2) teve seu edital publicado em 2025, disponibilizando 3.652 vagas divididas entre 32 órgãos e institutos federais para candidatos dos níveis médio, técnico e superior. O certame foi executado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e coordenado pela ENAP, contemplando exames objetivos e discursivos.
Já a largada do formato, o primeiro Concurso Público Nacional Unificado (CNU 1), ocorreu em janeiro de 2024 com um volume bem mais robusto: foram 6.640 postos imediatos abertos em 21 órgãos do Poder Executivo Federal, sob a responsabilidade de aplicação da Fundação Cesgranrio.
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