O mês de outubro de 2026 está prestes a se tornar o outubro mais quente já documentado no planeta. Projeções globais indicam que as temperaturas deste mês ficarão cerca de 1,76 grau Celsius (aproximadamente 3,17 graus Fahrenheit) acima das médias pré-industriais, superando o recorde anterior estabelecido em 2023, conforme apontam pesquisadores.
Esse patamar térmico elevado também coloca o ano de 2026 no caminho para figurar entre os mais quentes da história — senão o mais quente —, de acordo com projeções dos cientistas climáticos Andrew Dessler e Zeke Hausfather. As estimativas baseiam-se em dados coletados pelo serviço europeu Copernicus Climate Change Service (C3S).
O próximo ano pode ser ainda mais rigoroso. “This year’s record-setting October is a sign that the ‘Super El Niño’ is kicking into gear and will likely be the first in a series of record-setting months, culminating in a record-setting 2027”, afirma Hausfather.
O impacto do El Niño
O El Niño é um padrão climático cíclico que acontece quando uma parte do Oceano Pacífico apresenta temperaturas anormalmente altas, impactando o clima em todo o mundo. O fenômeno tem a capacidade de intensificar as mudanças climáticas — causadas pela queima de combustíveis fósseis — para elevar as temperaturas globais.
No ano de 2023, que também registrou a atuação do El Niño, as temperaturas de outubro alcançaram 1,7 grau C (3,06 graus F) acima dos patamares pré-industriais, segundo a análise de Dessler e Hausfather. Aquele período tornou-se o mais quente já registrado na época, sendo posteriormente superado por 2024. Já 2025 consolidou-se como o terceiro ano mais quente da história.
A provável marca histórica de outubro sucede diversos outros recordes ao longo de 2026. Entre eles estão o setembro mais quente nos Estados Unidos, o período inicial de oito meses mais quente e o intervalo de 12 meses mais quente já documentado no país, além das temperaturas oceânicas globais mais elevadas de todos os tempos.
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