O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 879,4 milhões para a Green Energy S.A., encarregada da frota coletiva de São José dos Campos (SP). O montante viabilizará a aquisição de 400 ônibus elétricos movidos a bateria, alcançando a substituição integral dos veículos da cidade.
A Green Energy participou como a única concorrente em uma licitação realizada pela administração municipal no ano passado. O processo visava a locação de coletivos elétricos para a Urbam (Urbanizadora Municipal), sociedade de economia mista sob controle da prefeitura, separando a gestão da frota da operação diária no município.
Fabricação e investimentos
Os novos coletivos serão produzidos pela Eletra, montadora com sede em São Bernardo do Campo (SP) que emprega motores e sistemas da Weg. O projeto completo demanda investimentos da ordem de R$ 1,139 bilhão, contando com aporte financeiro do Programa BNDES Pró-Transporte — vinculado ao Refrota do Novo PAC e subsidiado com verbas do FGTS —, e tem prazo de entrega estipulado até 2027.
Em visita à fábrica da Eletra no ano de 2023, o presidente Lula prometeu suporte à indústria nacional de veículos elétricos, priorizando a fabricação brasileira.
“Esse é o primeiro projeto aprovado pelo BNDES para renovação de 100% da frota de uma cidade com ônibus elétricos produzidos no país. Sob a coordenação do presidente a Lula, a renovação do transporte público coletivo com veículos sustentáveis avança no Brasil, com impacto positivo na qualidade de vida, com veículos mais silenciosos, e no ambiente”, diz Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
“A estimativa é que os ônibus elétricos representem 28% do total de licenciamentos de ônibus urbanos no Brasil até 2035”, completa.
Contexto político e infraestrutura
O projeto pioneiro é implementado em um município administrado por uma gestão de oposição ao governo federal. O prefeito Anderson Farias (PSD), autodenominado líder da primeira cidade inteligente do Brasil, manifestou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) durante o segundo turno.
Enquanto a aquisição dos veículos é financiada, cabe à prefeitura a implantação de toda a infraestrutura física para recarga da frota. Atualmente, o Pátio Linha Verde opera com seis carregadores ativos, mas a meta oficial é expandir a capacidade para 156 equipamentos distribuídos em nove garagens distintas.
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