O que mais se ouve hoje entre os petistas é um apelo à autocrítica. “O PT precisa mudar” é a frase síntese das análises do campo governista sobre o transcorrer de uma eleição que quase impôs ao partido a mais humilhante das derrotas de sua trajetória.
Historicamente, a legenda nunca foi dada ao reconhecimento de erros, não obstante os alertas de dirigentes e lideranças a respeito da necessidade de revisão da velha cartilha. Os defensores da atualização de procedimentos, além de não serem ouvidos, em vários casos tornaram-se alvos de críticas, indiferença ou postos em situação de degredo político.
A premência da mudança ao que se vê depois do sacolejo eleitoral parece ter-se imposto e chegado ao topo da cadeia de comando. Vale dizer, a Luiz Inácio da Silva, cuja disposição de mudar “o jeito de governar”, contudo, ainda está para se mostrar mais consistente que as palavras ditas na empolgação da vitória, em 25 de outubro.
Cobranças e desafios para o governo
As cobranças já começaram, por ora concentradas no rumo que será dado à economia. Do presidente reeleito serão exigidas respostas para muito mais. Alguns itens da lista incluem a recuperação da confiança no governo, a reconstrução do trato equilibrado com o Congresso Nacional, a revisão das relações com o Supremo Tribunal Federal (STF), a inclusão das forças
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