Saiba o que revisar em linguagens e ciências humanas para o Enem 2026

Enem 2026: veja o que revisar em linguagens e ciências humanas

Educação

A proximidade do primeiro dia de provas do Enem 2026, agendado para este domingo (8), costuma gerar uma intensa pressão nos candidatos para revisar todo o conteúdo acumulado ao longo do ensino médio. Com 90 perguntas de linguagens e ciências humanas previstas para a mesma data, a etapa final da preparação exige inteligência estratégica para retomar os assuntos mais relevantes sem provocar desgaste físico e mental antes mesmo do exame nacional.

Em vez de iniciar matérias inéditas ou passar horas seguidas resolvendo exercícios sem avaliar o próprio desempenho, os docentes aconselham concentrar a revisão em exames anteriores, mapear os erros mais recorrentes e solucionar dúvidas pontuais. A tática também envolve reconhecer quais perguntas podem ser solucionadas com mais rapidez e gerenciar o tempo de prova para não estacionar em questões complexas.

Bruno Ferrari, coordenador pedagógico da Filadd, sugere alinhar os tópicos que mais caem na avaliação com as deficiências diagnosticadas no rendimento pessoal. Por sua vez, Tom Dantas, professor de linguagens do Farias Brito, ressalta que o teste vai muito além da simples interpretação textual. O participante precisa dominar também noções de literatura, arte, comunicação e língua estrangeira.

Contudo, o aluno deve evitar o erro de tentar absorver todo o programa educacional nos instantes derradeiros, preferindo uma seleção criteriosa do tempo disponível.

Linguagens: identifique o que a questão pede

A avaliação de linguagens não se restringe à língua portuguesa. De acordo com Tom Dantas, a matriz oficial engloba nove competências e 30 habilidades, abrangendo gêneros textuais, língua estrangeira, artes, linguagem corporal, literatura, variação linguística e tecnologias da informação.

Por essa razão, o vestibulando precisa recapitular a finalidade social dos gêneros, os recursos expressivos — a exemplo de ironia, metáfora e duplo sentido — e o posicionamento crítico do autor. Anúncios, crônicas, tirinhas e charges podem exigir abordagens distintas.

Também vale a pena treinar as conexões entre diferentes linguagens, como cotejar um poema com uma pintura. O teste cobra bagagem em cultura, artes, literatura e práticas esportivas.

“A prova tem muita interpretação de texto, mas não é só uma prova de interpretação de texto”, afirma Dantas.

Durante o exame, o enunciado deve servir de bússola para a escolha da resposta correta. Uma alternativa pode apresentar um dado verídico sobre o texto, mas falhar em responder ao que foi pedido. Descobrir se a pergunta cobra o objetivo, a finalidade, o público-alvo, o recurso linguístico ou a estratégia argumentativa antes de responder é fundamental.

“O candidato tiene que marcar a alternativa que traz a informação acerca do objetivo do autor daquele texto”, afirma o professor.

Ciências humanas: priorize temas recorrentes

No campo das ciências humanas, Bruno Ferrari aconselha a não selecionar matérias guiando-se apenas pelo grau de dificuldade ou afinidade pessoal. A revisão precisa ponderar a incidência histórica dos temas e o que o estudante ainda precisa fixar.

Analisando os exames da última década, Ferrari aponta que a história do Brasil — abrangendo os períodos colonial, imperial e republicano — responde por cerca de 50% das

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