USP aparece em ranking mundial de universidades que mais produzem ciência

Usp figura entre as universidades que mais produzem ciência

Economia

A Universidade de São Paulo (USP) conquistou a 22ª colocação entre as instituições de ensino superior que mais geram pesquisas acadêmicas em todo o planeta, conforme revelou um estudo divulgado na quarta-feira, 4, pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS, na sigla em inglês) da Universidade de Leiden, na Holanda. A relação global abrange um total de 1.618 universidades.

O levantamento leva em conta o volume de artigos veiculados na plataforma multidisciplinar Web of Science durante o período compreendido entre 2021 e 2024. A avaliação do desempenho acadêmico é fundamentada em quatro pilares principais:

* Impacto científico: somatório de citações recebidas pelos trabalhos acadêmicos; * Colaboração: investigações desenvolvidas em parceria com outras faculdades, países ou corporações industriais; * Acesso aberto: produções científicas disponibilizadas de maneira livre e gratuita para o público interessado; * Gênero: quantificativo de autorias femininas e masculinas vinculadas à instituição.

No quesito impacto científico, a USP acumulou 19.660 artigos publicados. Desse total, 41,3%, o equivalente a 8,1 mil publicações, posicionam-se entre os 50% trabalhos mais citados dentro de suas respectivas áreas de conhecimento.

A liderança global permanece com a Universidade de Zhejiang, na China, repetindo o feito dos últimos três levantamentos. A instituição chinesa registrou 43.729 publicações no triênio avaliado, evidenciando a ascensão da potência asiática no cenário científico mundial. Para se ter ideia, entre as 15 primeiras colocadas do ranking, 13 estão sediadas na China.

Desempenho e liderança ibero-americana

Apesar do forte posicionamento, a USP registrou uma retração de cinco colocações em relação ao estudo publicado no ano anterior, quando havia alcançado o 17º lugar. Esta é a quinta queda consecutiva da instituição paulista na lista; no triênio 2016-2019, a universidade chegou a ocupar a 6ª posição. Contudo, a marca atual mantém a instituição como a única representante ibero-americana a figurar no grupo das 100 melhores do mundo.

“A posição alcançada é motivo de reconhecimento pelo trabalho de nossa comunidade acadêmica, mas também representa um estímulo para continuarmos avançando”, declarou Aluísio Segurado, reitor da USP, ao veículo que cobriu o tema.

“Como universidade pública, temos a responsabilidade de desenvolver pesquisas relevantes, com impacto científico, e que apresentem resultados em benefício da sociedade”, acrescentou.

Outras instituições do Brasil no ranking

Além da USP, outras 37 organizações brasileiras marcaram presença na listagem internacional. Logo atrás da líder nacional figuram a Universidade Estadual Paulista (Unesp), na 184ª posição com 7.676 publicações, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no 217º lugar com 6.750 trabalhos.

O grupo seguinte é composto pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (274ª colocada), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (280ª) e Universidade Federal de Minas Gerais (299ª).

A metodologia do CWTS viabiliza ainda o recorte por grandes áreas do conhecimento, tais como ciências biomédicas e da saúde; ciências da terra e da vida; matemática e ciências da computação; ciências físicas e engenharia; e ciências sociais e humanidades.

Nesse panorama, a USP se destacou especialmente nas Ciências Biomédicas e da Saúde, alcançando a 21ª colocação com 9.127 artigos (sendo 41,5% integrando o grupo dos 50% mais citados), e nas Ciências da Terra e da Vida, com 4.741 produções, das quais 2,001 figuram entre os melhores estudos do segmento.

Destaque em equidade de gênero

No quesito indicador de “Gênero”, a USP obteve grande destaque ao assegurar um lugar entre as três melhores instituições do mundo, ficando atrás apenas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e da Universidade de Toronto, no Canadá. De acordo com os dados do CWTS, a universidade brasileira contabiliza 138.167 autorias em seus trabalhos, sendo 59.036 assinados por mulheres, o que representa 42,7% do total.

Expansão da produção chinesa

A evolução dos últimos cinco triênios demonstra claramente o avanço consolidado da China na ciência global. Enquanto no recorte correspondente a 2016-2019 havia 13 universidades chinesas entre as 25 melhores colocadas, na listagem atual (2021-2024) esse número saltou para 20 instituições.

A relação completa de universidades brasileiras contempladas no levantamento inclui: Universidade São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade Federal do Paraná, Universidade Federal de São Paulo, Universidade de Brasília, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal de São Carlos, Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal da Bahia, Universidade Federal da Paraíba, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal do Pará, Universidade Estadual de Maringá, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal de Uberlândia, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Federal do ABC, Universidade Federal Rural de Pernambuco, Universidade Federal de Sergipe, Universidade Federal de Campina Grande, Universidade Federal de Alagoas, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e Universidade Federal do Rio Grande.

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