Petróleo fecha em alta, mas recua 13% na semana após eleição nos EUA

Petróleo sobe no dia, mas desaba 13% na semana após eleições

Economia

Apesar de uma sessão marcada pela volatilidade, os contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta nesta sexta-feira, 6, enquanto os investidores debatiam os desdobramentos da vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos e seus reflexos na guerra contra o Irã. Contudo, a possibilidade de um acordo de paz ainda parece distante e incerta diante de novos episódios de violência no Golfo Pérsico.

Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o contrato do Brent para janeiro registrou alta de 0,03%, o equivalente a US$ 0,03, encerrando a sessão cotado a US$ 98,32 o barril. Já na Nymex, o petróleo WTI com vencimento para dezembro avançou 0,34%, somando US$ 0,31 e fechando a US$ 90,83 o barril. No balanço semanal, contudo, os preços sofreram um tombo de aproximadamente 13%.

Cenário político e tensões no Oriente Médio

Os resultados do pleito legislativo americano reforçaram a avaliação de que a administração em Washington possui maiores incentivos para buscar saídas diplomáticas, atenuando temores sobre cortes abruptos no suprimento global. Todavia, a XS.com aponta que esse movimento ainda se restringe majoritariamente ao campo das expectativas do mercado.

A continuidade dos ataques contra embarcações comerciais no Golfo e o perigo iminente de uma nova escalada bélica continuam a colocar em risco as exportações de óleo bruto, mantendo o alerta sobre o abastecimento internacional. Na mesma data, a agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO, na sigla em inglês) reportou o relato do comandante de um petroleiro sobre uma explosão nas proximidades do navio enquanto cruzava o Estreito de Ormuz. Simultaneamente, conforme a agência Anadolu, o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, manteve contato telefônico com o presidente dos EUA, Donald Trump, para debater esforços voltados à redução das tensões na região.

Balanço de oferta e demanda global

Projeções do JPMorgan indicam que a oferta global superou a demanda em 1,1 milhão de barris por dia (bpd) no mês de setembro, com a perspectiva de ampliação desse excedente para 1,4 milhão bpd em outubro. A instituição financeira calcula que o consumo global de óleo sofreu uma retração de 3,3 milhões bpd desde o início do conflito envolvendo o Irã, deflagrado no final de fevereiro.

Diante do cenário adverso ditado pelo conflito, a França recorreu aos seus estoques estratégicos para liberar 3,6 milhões de barris de diesel, de acordo com dados da agência Reuters. No cenário interno brasileiro, o governo optou por estender a vigência da alíquota de 12% do Imposto de Exportação (IE) incidente sobre o óleo bruto de petróleo e minerais betuminosos até o dia 31 de dezembro, em um esforço direcionado a assegurar o suprimento no mercado nacional.

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