Diretor da PRIO critica imposto sobre petróleo, mas ainda vê oportunidades no Brasil

Diretor da Prio critica imposto do petróleo, mas vê potencial

Economia

Durante participação na Conferência MBA Brasil 2026, em Chicago, nos Estados Unidos, o diretor de novos negócios e comercialização da PRIO (PRIO3), Bruno Menezes, classificou como prejudicial a decisão do governo de estender a alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo até o encerramento de 2026. Apesar de afirmar que a medida “atrapalha todo mundo”, o executivo ponderou que o Brasil “ainda é um país de oportunidades para quem se prepara e para quem tem coragem.”

O evento, que ocorre nos dias 6 e 7 de novembro em sua quinta edição, reúne lideranças empresariais globais e nacionais para debater cenários econômicos. No painel, Menezes pontuou que o mercado de óleo e energia “precisa saber a regra do jogo”: “Quando muda é ruim. O imposto agora de exportação atrapalha todo mundo. E por isso estamos questionando na Justiça, porque julgamos inconstitucional.”

Regulação e burocracia

Apesar das críticas à carga tributária, o representante da petroleira reconhece a relevância das normas regulatórias, com foco especial nos processos de licenciamento ambiental: “mas é preciso celeridade. Quando tem um governo moroso, seja quem for que está sentado na cadeira, você reduz investimento, atrapalha progresso, não ganha sociedade, que perde a geração de empregos, nem o acionista, nem o próprio governo.”

Mesmo diante de um cenário desafiador, ele destacou a trajetória de crescimento da companhia no país: “O Brasil é essa confusão que vivemos desde sempre, mas isso também dá espaço para oportunidade. Volatilidade, incerteza também geram oportunidade, quem está preparado consegue aproveitar. A PRIO foi de irrelevante para a segunda maior operadora de petróleo do Brasil, atrás da Petrobras, em 11 anos. Não sei se seria possível em outros lugares”.

Margem equatorial e futuro

Ao projetar o futuro do setor energético nacional, o diretor comentou a relevância da exploração na Margem Equatorial: “O Brasil vem se posicionando como grande exportador de petróleo, mas os campos são finitos, a partir de 2030 a produção começará a cair e a Margem Equatorial pode ser um novo pré-sal, se der certo, como na Guiana. [Dessa forma], o Brasil segue sendo relevante em âmbito global, de ser um produtor confiável.”

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