Filha de Andreas Kisser fala sobre despedida do Sepultura: “mais um luto”

Filha de Andreas Kisser define adeus ao Sepultura como luto

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No dia em que o Sepultura encerra uma trajetória de mais de 40 anos com o último show da turnê “Celebrating Life Through Death”, a despedida ganhou um olhar íntimo através de uma publicação de Giulia Kisser, filha mais velha do guitarrista Andreas Kisser. Por meio das redes sociais, ela refletiu sobre o significado do encerramento das atividades do grupo e classificou o momento como “mais um luto”, fazendo referência ao falecimento de sua mãe, Patricia, ocorrido em 2022.

A postagem veio acompanhada de um vídeo com imagens de arquivo, incluindo registros de Giulia ainda bebê ao lado do pai nos bastidores e trechos do evento pré-despedida realizado no Cine Joia, em São Paulo, batizado de “The Last Ceremony”.

No texto, Giulia confessou que não imaginava que o término da banda geraria um impacto tão forte, mas admitiu que a ficha caiu ao dimensionar a importância do grupo em sua trajetória pessoal. Ela escreveu:

“E lá vamos nós viver mais um luto. Nem achei que ia mexer tanto comigo esse fim, mas parando pra ver tudo, eu nasci e cresci sendo do Sepultura, eu vivi a vida toda tendo meu pai e meu padrinho, o guitarrista e o baixista do Sepultura. Eu cresci dentro de camarins, conhecendo gente de todo Brasil e do mundo todo, pessoas que entraram na vida pra ficar e se tornaram extremamente importantes.”

A herdeira do músico continuou o relato destacando as memórias da infância e o legado familiar ligado ao universo do rock:

“Cresci dormindo em cima de caixa de som, dormindo no meio do Rock’n Roll 🤘🏼, com a mãe mais cheia de contatos do mundo, quem conheceu Patricia Perissinotto Kisser sabe… eu nunca fui rockeira, não sei as músicas, não sei nada direito de Sepultura, mas eu sou Sepultura, sempre fui, faz parte de mim. E chegando ao fim, meu coração tá apertado, lembrando de tudo, de tanta coisa, tanta história, tantos momentos, tanta coisa que cresci e aprendi sendo parte disso!”

Giulia também lembrou das oportunidades profissionais que surgiram graças à ligação com o grupo e celebrou o envolvimento dos irmãos com a arte:

“Fiz meu primeiro trabalho como maquiadora chefe pro show do Sepultura no Rock in Rio, já fiz diversos trabalhos pro Sepultura, me abriu muitas portas e me deu muitas oportunidades. Aprendi também a ser produtora, igual minha mãe que era a melhor, aprendi sem querer querendo. Trabalhei na Sepulstore, aprendi horrores! Vi meus irmãos crescerem no mesmo ambiente que eu e entrar pra arte também. Não teve jeito, crescemos na arte, tínhamos que trabalhar com arte também! Tudo chega ao fim em algum momento, a gente nunca quer que acabe, mas sempre chega essa hora, e eu sou extremamente grata por tudo que vivi, por tudo que sou e por tudo que me trouxe! Obrigada.”

O encerramento definitivo da carreira do Sepultura ocorre na noite deste sábado (7), na Suhai Music Hall, em São Paulo, com apresentações de abertura de Krisiun, Sacred Reich e do supergrupo Metal Allegiance.

O show marca o ponto final da turnê “Celebrating Life Through Death”, iniciada em 1º de março de 2024 na capital mineira, cidade natal do conjunto. O penúltimo compromisso em solo brasileiro aconteceu no Palco Mundo do Rock in Rio, em 5 de setembro, com um repertório focado na era de Derrick Green nos vocais. A formação atual do quarteto conta com Andreas Kisser, Paulo Jr., Derrick Green e o baterista Greyson Nekrutman, tendo como último lançamento de estúdio o EP “The Cloud of Unknowing”, disponibilizado em abril.

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